B3 (B3SA3) permite aluguel de cotas de ETF de Renda Fixa

B3 (B3SA3) permite aluguel de cotas de ETF de Renda Fixa
Renda fixa Crédito Pixabay

Na última segunda-feira (22), a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) inaugurou o serviço de empréstimo de cotas de fundo de índice (ETF) de Renda Fixa.

Em nota, a B3 (B3SA3) explica que o novo serviço deve incentivar a negociação de ETF, facilitar a realização de estratégia dos investidores e dar mais liquidez ao mercado secundário.

O empréstimo de ETFs acontece da maneira que os investidores já conhecem: por meio de uma corretora, o dono do ativo pode alugá-lo para outro investidor e, durante o contrato, a B3 transfere temporariamente o ativo para o locatário.

Em nota, o superintendente de produtos de juros, moedas e equities da B3, Marcos Skistymas, explica que “com esse lançamento queremos desenvolver o mercado de ETF de Renda Fixa e ampliar o número de estratégias com o produto. No último ano, o patrimônio líquido sob gestão desses ETFs cresceu 10%, chegando a aproximadamente R$ 4,7 bilhões, com um volume médio diário de negócios de R$ 8 milhões. A entrada do empréstimo de cotas irá contribuir com o potencial de crescimento do produto, possibilitando estratégias de venda, hedge e arbitragem, além de auxiliar os Formadores de Mercado a proverem liquidez.”

Vale lembrar que o primeiro ETF de Renda Fixa foi lançado na B3 em 2018. Hoje, já existem sete. Segundo a Bolsa de Valores, “uma das vantagens do produto é oferecer aos investidores uma maior diversificação para suas carteiras, uma vez que através da compra de uma única cota o investidor passa a ter acesso a diversos ativos do índice de referência.

Veja também:

ETF de small caps

A Trígono Capital e a Teva Indices lançaram na última semana  TRIG11, fundo de índice (ETF) composto por smalls caps, entre as quais Camil (CAML3), Lojas Marisa (AMAR3) e CVC (CVCB3).

O ETF Trígono Teva Ações Micro Cap / Small Caps Fundo de Índice segue as companhias que cobrem 5% da capitalização de mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Dentre elas, são selecionadas as com liquidez mensal superior a R$ 50 milhões, 100% de presença de negociação nos pregões dos últimos dois meses e free float maior do que 20%; que não estejam passando por processos de recuperação judicial.

O índice também conta com filtros ESG (boas práticas ambientais, sociais e de governança) ao excluir empresas dos setores de tabaco e armamentos, empresas com patrimônio líquido negativo ou que não publicam seus demonstrativos financeiros nos prazos regulatórios.

De acordo com Frederico Mesnik CEO e sócio cofundador da Trígono Capital o TRIG11 é o único ETF “puro sangue” small caps do mercado com estratégia de micro e small caps.

Laura Moutinho

Compartilhe sua opinião