Energia acelera captações; SNEL11 busca R$ 2,3 bi e ISA avalia oferta de R$ 650 mi
O setor de energia voltou a movimentar o mercado de capitais. Enquanto a ISA Energia (ISAE3) avalia uma oferta subsequente de ações de aproximadamente R$ 650 milhões, o fundo imobiliário SNEL11 mantém a quinta emissão de cotas, com potencial de captar até R$ 2,3 bilhões para ampliar seu portfólio de usinas solares.
Em fato relevante, a ISA Energia comunicou a contratação do BTG Pactual para assessorar uma potencial oferta primária de ações preferenciais. A empresa ressaltou que ainda não há decisão formal sobre a realização da operação.
Se a emissão avançar, os atuais acionistas terão direito de prioridade na subscrição das novas ações. A controladora ISA Capital manifestou intenção de acompanhar a oferta, subscrevendo papéis em montante equivalente à sua participação de 35,81% no capital da companhia.
O movimento ocorre em meio à intensificação dos investimentos em infraestrutura elétrica e transição energética no Brasil. Nesse ambiente, empresas e veículos do segmento têm recorrido com frequência ao mercado de capitais para financiar planos de expansão e modernização.
Captação para energia solar pode chegar a R$ 2,3 bi
Entre as iniciativas em curso, destaca-se a quinta emissão de cotas do SNEL11, que prevê uma captação inicial de aproximadamente R$ 1,84 bilhão, com possibilidade de alcançar R$ 2,3 bilhões caso o lote adicional seja integralmente exercido.
De acordo com os documentos da oferta, os recursos serão destinados à aquisição de novos ativos e à expansão do portfólio de geração distribuída de energia solar, foco central da estratégia do fundo. A emissão está aberta ao público em geral e a investidores institucionais.
O preço de emissão foi definido em R$ 8,32 por cota. O valor efetivo de subscrição, já considerando os custos de distribuição, é de R$ 8,65. A alocação busca sustentar um pipeline de projetos aderente à demanda por geração renovável e à evolução do sistema elétrico.
FII acelera investimentos em energia solar em 2026
O fundo vem executando sua tese de crescimento ao longo de 2026. Neste ano, concluiu a aquisição de 20 usinas fotovoltaicas operacionais, em operação de R$ 436 milhões, adicionando 85,9 MWp de capacidade instalada ao portfólio.
Os ativos estão distribuídos por 22 municípios de oito estados brasileiros. Segundo projeções, os empreendimentos apresentam Taxa Interna de Retorno (TIR) real líquida projetada de 14,1% ao ano, além de geração estimada de 154,4 mil MWh por ano, contribuindo para a diversificação e escala do parque.
As captações em andamento ilustram o papel do mercado de capitais no financiamento de projetos de geração renovável e na expansão da infraestrutura elétrica. Para companhias e fundos voltados à energia limpa, a disponibilidade de recursos tende a acelerar a entrada de novos ativos, acompanhando a demanda e a modernização do sistema nacional.
No caso da ISA Energia, a potencial oferta primária de ações preferenciais, se confirmada, reforça a estratégia de capitalização em momento de projetos intensivos em investimento. Já a quinta emissão do fundo busca ampliar a base de ativos de geração distribuída, com metas definidas de alocação e parâmetros de precificação estabelecidos.
Esse cenário indica a continuidade do fluxo de emissões e ofertas no setor, com empresas e FIIs utilizando instrumentos do mercado para viabilizar crescimento e eficiência operacional. A dinâmica atual reflete a necessidade de financiamento de longo prazo em infraestrutura e o avanço da matriz energética com participação crescente de fontes renováveis.