Ibovespa recua com tensão no Oriente Médio, mas Petrobras (PETR4) evita queda maior
O Ibovespa ampliou as perdas nesta terça-feira (7), em um pregão marcado pela volta da aversão ao risco após novos episódios de tensão entre Estados Unidos e Irã. O principal índice da B3 caiu 0,25%, aos 172.020,68 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 171.454,66 pontos e a máxima de 173.543,67 pontos. O volume financeiro somou R$ 20,67 bilhões.
Apesar do cenário externo desfavorável, a alta do petróleo ajudou a limitar as perdas do Ibovespa. As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) acompanharam o avanço superior a 5% da commodity após relatos de ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e novas restrições impostas pelos Estados Unidos ao petróleo iraniano.
Cotação do dólar hoje
- Dólar comercial: R$ 5,18
- Variação: alta de 0,58%
Fechamento das bolsas americanas
- Dow Jones: -0,36%
- S&P 500: -0,79%
- Nasdaq: -1,28%
Maiores altas e baixas
A alta do petróleo impulsionou Petrobras (PETR3), que avançou 2,65%, enquanto Petrobras (PETR4) subiu 1,77%, amenizando a pressão sobre o índice.
Na outra ponta, Vale (VALE3) caiu 2,04%, acompanhada pelos grandes bancos. Entre eles, Santander Brasil (SANB11) recuou 2,62%, enquanto Banco do Brasil (BBAS3) e Itaú Unibanco (ITUB4) também encerraram o dia em baixa. A exceção foi Bradesco (BBDC3), que registrou leve alta de 0,06%.
O mercado voltou a concentrar as atenções no Oriente Médio após relatos de ataques atribuídos ao Irã contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz e a decisão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de revogar autorizações relacionadas à produção e comercialização de petróleo iraniano. O movimento elevou os preços da commodity e reforçou a busca global por ativos considerados mais seguros.
No cenário doméstico, investidores acompanharam as declarações do senador Flávio Bolsonaro durante audiência do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), além da divulgação do IGP-DI de junho. Apesar da deflação acima do esperado no índice, a abertura da curva de juros refletiu o aumento da aversão ao risco internacional.
As atenções agora se voltam para a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), na quarta-feira, documento que poderá oferecer novos sinais sobre os próximos passos da política monetária americana.
A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de segunda-feira (6), foi de 172.447,58 pontos, com queda de 0,93%.