Eletrobras (ELET3) prepara follow-on de R$ 103 bilhões, diz agência

Eletrobras (ELET3) prepara follow-on de R$ 103 bilhões, diz agência
Caso o julgamento seja brecado por pedido de vista, privatização da Eletrobras pode ficar para agosto - Foto: Divulgação

A Eletrobras (ELET3) anunciou nesta sexta (22) que está escolhendo os bancos que ficarão responsáveis pela estruturação da operação de follow-on e de distribuição do volume de ações da companhia, dentro de seu processo de privatização, segundo a Bloomberg.

Segundo a empresa, a contratação está prevista na resolução do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI), que determina que a Eletrobras contratará os serviços técnicos especializados necessários à realização de oferta pública de ações.

Mais cedo, a informação havia sido dada pela Bloomberg, que ouviu fontes familiarizadas com o assunto. A Eletrobras teria sido procurada por 14 bancos, com a intenção de coordenar uma oferta de ações que atingiria aproximadamente R$ 103 bilhões.

Segundo fontes anônimas do jornal, serão escolhidos para a oferta quatro coordenadores globais e um banco, voltado na distribuição para o varejo. A Eletrobras teria contratado a Laplace Finanças para cuidar da assessoria durante a transação. Nela, o governo brasileiro tem intenção de vender seu controle da empresa.

Neste caso, o governo não compraria ações, mas sim diminuiria sua participação acionária. A primeira oferta seria de R$ 23 bilhões em novas ações com direito a voto a serem emitidas pela empresa, que teria um um aumento de capital no início de 2022, segundo o BNDES.

Operação da Eletrobras pretende cortar participação do governo em 45%

Para as ofertas seguintes, a intenção seria diminuir a participação do governo até pelo menos 45%, sendo que, junto do BNDES, o governo possui participação majoritária de 61%. Essa operação aumentaria o volume movimentado para mais de R$ 80 bilhões à transação.

Com este plano, o governo ficaria com uma “golden share”, e isso lhe permitiria direito de veto. Antes de ser realizada, a transação ainda precisa ser aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

A Eletrobras não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A Laplace não quis comentar. A operação foi aprovada nesta semana no Conselho do Programa de Parcerias de Investimento, e o governo deve escolher um momento melhor de mercado para vender, segundo as fontes.

(Com informações da Agência Estado)

Bruno Galvão

Compartilhe sua opinião

Receba as notícias em seu e-mail

EU QUERO