Economia faz novo bloqueio bilionário para cumprir teto de gastos

O Ministério da Economia realizou um novo bloqueio bilionário no orçamento de 2022 para evitar que as despesas ultrapassem o limite do teto de gastos. Segundo informações divulgadas nesta terça (22), a equipe liderada pelo ministro Paulo Guedes congelou R$ 5,7 bilhões para conseguir pagar benefícios previdenciários e suprir os repasses da Lei Adir Blanc, que atende ao setor cultural.

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Com essa iniciativa, o total de recursos congelados subiu para R$ 15,4 bilhões. Em relatório, a pasta trouxe revisões nas expectativas de receitas e nas projeções de gastos até o fim do ano, na comparação com as informação que haviam sido apresentadas em julho.

Um dos principais gastos do orçamento corresponde ao pagamento dos benefícios previdenciários neste ano. A previsão subiu R$ 2,328 bilhões, e os cálculos atuais apontam para uma despesa de R$ 797,611 bilhões.

Orçamento de 2022: novas projeções

Além da questão previdenciária, a pasta atualizou os números de outras projeções do orçamento público. Confira a relação:

  • Pagamentos de pessoal e encargos sociais: R$ 339,395 bilhões (Aumento de R$ 332,01 milhões);
  • Subsídios e subvenções: R$ 18,011 bilhões (Queda de R$ 1,290 bilhão);
  • Precatórios e sentenças judiciais: R$ 17,924 bilhões (Queda de R$ 131,88 milhões);
  • Receitas com dividendos de estatais: R$ 86,726 bilhões (Aumento de R$ 6,266 bilhões);
  • Receitas com concessões: R$ 45,310 bilhões (Aumento de R$ 92,8 milhões);

O relatório também aponta que a projeção de arrecadação com royalties neste ano aumentou R$ 3,465 bilhões, para R$ 133,215 bilhões.

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Indicadores macroeconômicos

No documento, a pasta atualizou mais indicadores da grade de parâmetros macroeconômicos utilizados nos cálculos da execução orçamentária de 2022. A equipe econômica manteve a projeção para a Selic média em 2022 de 12,3%.

Já a projeção para o câmbio médio deste ano passou de R$ 5,2 para R$ 5,16. A previsão para a alta da massa salarial nominal passou de 18,2% para 18,9%.

A estimativa do preço médio do barril de petróleo no mercado internacional passou de US$ 100,5 para US$ 101,77.

Na semana passada, a equipe econômica já havia divulgado uma nova estimativa para o crescimento da economia neste ano, que se manteve em 2,70%. Na ocasião, a projeção oficial para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 6,30% para 5,85%, enquanto a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – utilizado para a correção do salário mínimo – passou de 6,54% para 6,00%.

O bloqueio bilionário do orçamento do atual governo vai na contramão da proposta do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca alternativas para driblar o teto, o que causa temor no mercado.

Com Estadão Conteúdo

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Erick Matheus Nery

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