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Alta de casos da ômicron: Doria anuncia novas medidas restritivas em SP; veja o que muda

Alta de casos da ômicron: Doria anuncia novas medidas restritivas em SP; veja o que muda
Governador João Doria (PSDB) citou que medida das máscaras é de 'cautela' ante piora do panorama sanitário - Foto: Reprodução Governo do Estado de São Paulo

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou novas medidas restritivas em SP nesta quarta-feira (12), em coletiva de imprensa, por causa do aumento de casos de Covid-19. O objetivo é conter o avanço da variante ômicron, com alta de diagnósticos no estado e em todo o país.

A recomendação do governo de São Paulo é de que eventos esportivos, musicais e festas sejam realizados com apenas 70% do público e mediante comprovante de vacinação. Doria destacou durante a coletiva que a redução é uma orientação às prefeituras do estado, não uma determinação.

Nos estádios, a medida será aplicada a partir do dia 23 de janeiro, no início do Campeonato Paulista.

“A sugestão do governo do estado para os municípios é que se faça redução de 30% na capacidade de público nesses eventos, mas deixa em aberto que fica a critério dos municípios, dependendo da situação epidemiológica de cada cidade. Esse percentual de restrição pode ser alterado”, disse João Gabbardo, médico e integrante do comitê de saúde, coordenador executivo do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo.

A gestão afirmou que descarta medidas restritivas em SP para comércios e serviços, deixando a fiscalização nas mãos dos municípios.

O governo também anunciou a prorrogação da obrigatoriedade do uso de máscaras até o dia 31 de março.

João Gabbardo informou que o Estado registrou aumento de 58% das internações em leitos de UTI e de 99% nas enfermarias, nas duas últimas semanas. Apesar do número de pacientes em unidades de tratamento intensivo ser duas vezes menor do que o registrado no começo de 2021, os números atuais mostram aceleração das internações.

Aumento de casos em SP: pandemia dos não vacinados

Hoje a taxa de ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) está em 39,01%, com 1.824 pessoas internadas em estado grave. Há 3.679 pessoas internadas em enfermarias de todo o estado. Na semana passada, a taxa de ocupação estava em 27,75%.

Gabbardo disse que, apesar da falta de dados nacionais, já que o sistema Sivep-Gripe continua apresentando problemas, é possível afirmar, com dados do restante do mundo, que a pandemia de Ômicron é a pandemia dos não vacinados. “E, quando se fala de não vacinados, estamos falando das pessoas com mais de 18 anos que não completaram o esquema vacinal e das crianças que ainda não foram vacinadas.”

“Esses dois segmentos é que são responsáveis pelo acréscimo no número de internações e de casos”, disse Gabbardo, que apresentou dados da cidade norte-americana de Nova York comprovando que a maior parte das pessoas internadas hoje não foi vacinada ou está com o esquema vacinal incompleto.

“Quando dizem que esta variante é inofensiva, que os casos são leves, temos que levar em consideração que isso é resultado da vacinação. O número de pessoas que ainda se infectam é muito elevado. E o de internações, embora não sejam tão graves, é muito elevado”, acrescentou Gabbardo.

Doria informou que adquiriu mais 2 milhões de testes rápidos de antígenos para covid-19 para ampliar a testagem e o monitoramento dos casos. Segundo o governador, os testes serão disponibilizados até fevereiro aos municípios paulistas. O custo dos testes foi estimado em R$ 12 milhões.

Entenda as novas orientações sobre quarentena de quem está com covid-19

Os pacientes com caso leve ou moderado de covid-19 seguirão agora novos protocolos de isolamento, adotados esta semana pelo Ministério da Saúde. Manter a pessoa infectada fora do convívio da sociedade é uma medida adotada desde o início da pandemia que segue pesquisas sobre o tempo que o paciente pode transmitir a doença.

Pelas novas recomendações do ministério, foram previstos três intervalos diferentes para o isolamento dos infectados. Os tempos passam a contar do início dos sintomas, e não da obtenção do resultado do exame positivo.

Isolamento de 5 dias

A pessoa só poderá sair do isolamento nesse prazo se no fim do quinto dia:

  • Não estiver com sintomas respiratórios nem febre há pelo menos 24 horas;
  • Não tiver utilizado antitérmicos há pelo menos 24 horas;
  • Testar negativo com exames de PCR ou antígeno;

Mesmo se a pessoa testar negativo, é indicado continuar adotando medidas adicionais, como trabalhar de casa se puder, usar máscara em locais com pessoas. Se o indivíduo testar positivo, é necessário manter o isolamento até o décimo dia.

Isolamento de 7 dias

Ao fim de 7 dias, é possível sair do isolamento sem teste se o paciente:

  • Não estiver com sintomas respiratórios nem febre por pelo menos 24 horas;
  • Não tiver tomado antitérmico há pelo menos 24 horas;

Se os sintomas respiratórios ou febre persistirem no sétimo dia, o indivíduo deve seguir outras orientações. Caso a pessoa teste negativo no sétimo dia, pode sair do isolamento, desde que o exame seja de PCR ou antígeno e desde que aguarde 24 horas sem sintomas respiratórios ou febre e sem uso de antitérmico.

Isolamento de 10 dias

Se o teste der positivo no sétimo dia, a pessoa deve manter o isolamento até o décimo dia. Para sair da quarentena no décimo dia é necessário:

  • Estar sem sintomas respiratórios e sem febre por pelo menos 24 horas;
  • Não ter utilizado antitérmico por pelo menos 24 horas.

(Com informações da Agência Brasil)

Victória Anhesini

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