Dólar sobe com aversão a risco no exterior e servidores no radar

Dólar sobe com aversão a risco no exterior e servidores no radar
Nota de dólar. Foto: Pixabay

O dólar opera em alta moderada nesta terça-feira (18), ampliando ganhos da sessão anterior, diante do avanço da moeda americana e dos juros dos Treasuries no exterior nesta manhã. Os investidores também estão na expectativa e vão monitorar a mobilização dos servidores públicos por reajuste salarial e reestruturação de carreiras, a fim de observar a força da adesão ao longo do dia e avaliar o potencial efeito prático dos atos, disse um profissional que acompanha o mercado de câmbio.

Às 10h50 desta terça, o dólar hoje subia 0,05%, a R$ 5,51, após máxima a R$ 5,55 (+0,44%) e mínima, mais cedo, a R$ 5,53 (+0,14%). O dólar futuro para fevereiro ganhava 0,40%, a R$ 5,55, após máxima a R$ 5,56 (+0,64%).

“Além disso, questão fiscal e eleitoral continua sobre atenção dos agentes, à medida que o mercado aguarda para ver qual será o nível de adesão dos servidores às paralisação por reajustes e espera a sanção do Orçamento de 2022”, informou o relatório da XP.

Lá fora, a aversão a risco predomina, mas as perdas diminuíram uma pouco entre os futuros de Nova York e nas Bolsas europeias há pouco. Os investidores operam sob expectativas de que o Federal Reserve poderá iniciar o aperto dos juros dos EUA em março por causa da inflação elevada e dos sinais de pleno emprego no mercado de trabalho americano, segundo operadores de câmbio.

Na Ásia, o Banco do Povo da China (PBoC) informou, nesta terça-feira, que pretende agir rápido e energicamente para ajudar a estabilizar a segunda maior economia do planeta em 2022. O PBoC planeja orientar as instituições financeiras a expandir a emissão de crédito este ano e usará vários instrumentos monetários para manter a liquidez do mercado razoavelmente ampla, afirmou o vice-presidente da autoridade monetária, Liu Guoqiang, durante coletiva de imprensa.

Na segunda-feira, o BC chinês reduziu de 2,95% para 2,85% a taxa de empréstimos de médio prazo (MLF) de um ano e também reduziu em 0,1 ponto porcentual a taxa de juros de contratos de recompra (Repos) reversa de 7 dias, de 2,2% para 2,1%.

Entre as commodities, o petróleo operava em alta ao redor de 1% mais cedo e o preço do minério de ferro negociado em Qingdao, na China, fechou em alta de 1,59% nesta terça-feira, cotado a US$ 127,65 a tonelada, informou um operador.

O movimento ocorre após queda ontem, quando a commodity foi pressionada pelo risco de suspensão de produção nas siderúrgicas chinesas para reduzir as emissões de poluição às vésperas das Olimpíadas de Inverno no país.

Última cotação do dólar

Na última sessão, segunda-feira (17), o dólar encerrou o pregão em alta de 0,24%, a R$ 5,52.

(Com informações do Estadão Conteúdo). 

Poliana Santos

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