Dólar ‘já subiu o que tinha que subir’? Veja o que fez preço na semana e as perspectivas para o câmbio

Nesta sexta-feira (21), o dólar fechou a sessão em queda de 0,39%, cotado a R$ 5,440. Mesmo assim, a divisa acumulou alta superior a 1% na semana. Diante disso, ainda há espaço para o câmbio seguir em alta ou podemos passar a ver uma tendência de queda? Confira a opinião de analistas a seguir.

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O dólar na semana foi impactado pelo cenário incerto em relação aos juros nos Estados Unidos, pela manutenção da Selic no Brasil e também por fatores políticos.

“No ambiente externo, persiste a incerteza a respeito da flexibilização da política monetária nos Estados Unidos. No cenário interno, os destaques ficam por conta das críticas dirigidas pelo Presidente Lula ao Presidente do Banco Central, Roberto Campos, e pela da decisão do Copom de manter a
taxa básica de juros em 10.50% ao ano”, diz Vitor França, sócio da Matriz Capital.

A decisão unânime do Copom favoreceu o real ante o dólar. No entanto, no mesmo dia, a alta dos rendimentos dos títulos públicos nos Estados Unidos fez com que a moeda brasileira voltasse ao campo da desvalorização.

“Tivemos uma quinta-feira fatídica pós-Copom. Com a unanimidade do comitê, a moeda abriu lá embaixo, mas recuperou bem e fechou o dia em alta”, relembra o analista de investimentos Rodrigo Cohen.

Apesar da aparente harmonia no colegiado do Copom, o presidente da República, Lula, criticou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, dizendo que ele tem lado político e trabalhar para prejudicar o país. Com isso, houve reflexo das falas na cotação do dólar.

“De acordo com a visão dos agentes de mercado, a fala do presidente Lula representa intrusão política na condução da política monetária, contribuindo para que o dólar registrasse máxima de R$ 5,48, atingindo o maior patamar desde dezembro de 2022”, afirma França.

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Após uma semana um tanto conturbada, a visão de parte do mercado é a de que agora teremos um cenário um pouco mais estável. Isso porque, pelo menos até dezembro, as taxas de juros do Brasil e dos Estados Unidos devem permanecer inalteradas.

“Não tem nada de novo para acontecer nos juros aqui ou lá fora. A menos que algum fator político interfira no mercado ou a guerra piore, por exemplo. Coisas como essa poderiam mandar o dólar para cima. Caso contrário, já deveria estar na hora da moeda parar de subir”, opina Cohen.

Com isso, diz o analista, a assimetria parece apontar mais para uma queda do dólar do que para a continuidade da alta nos próximos dias.

“Na minha opinião, já atingiu um limite. O dólar já subiu o que tinha que subir, então vamos ver agora se ele começa a cair, pois eu não vejo o dólar tendo um viés altista por um tempo maior”, completa Cohen.

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Guilherme Serrano

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