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Apesar de fechar pregão em queda de 0,80%, dólar acumula alta de 0,85% na semana

Apesar de fechar pregão em queda de 0,80%, dólar acumula alta de 0,85% na semana
Dólar. Foto: Pixabay

O dólar encerrou o pregão desta sexta-feira (14) em queda de 0,80%, negociado a R$ 5,271, no entanto, na semana, a moeda acumulou ganho de 0,85%.

Nesta semana, o dólar acumulou alta sobretudo devido aos anúncios de inflação nos Estados Unidos nesta semana. Desta forma, confira o desempenho da moeda durante esta semana:

  • Segunda-feira (10): a moeda fechou em leve alta de 0,07%, negociada a R$ 5,232 com o o mercado atento à fala do Fed sobre a inflação dos Estados Unidos
  • Terça-feira (11): a queda foi de 0,18%, com o dólar negociado a R$ 5,223 com as previsões de uma  “retomada forte” da economia dos EUA, segundo o Federal Reserve
  • Quarta-feira (12): o dólar fechou em forte alta de 1,59%, voltando a ser negociado a R$ 5,30 após a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, que saltou 4,2% em abril
  • Quinta-feira (13): a moeda encerrou novamente em alta, de 0,15%, negociado a R$ 5,313 após a notícia de que as novas solicitações de seguro-desemprego nos EUA caíram

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Além disso, veja as notícias importantes do dia:

  • Casa Branca não vê fator gerador de inflação que Fed não possa controlar
  • ‘Temos de ser xiitas com o centro da meta sempre’, diz diretor do BC
  • STF retira ICMS do PIS/Cofins e impõe derrota bilionária à União

Inflação nos EUA

A presidente do Conselho de Consultores Econômicos da Casa Branca, Cecilia Rouse, afirmou nesta sexta-feira que não há fatores estruturais na economia dos Estados Unidos que possam causar uma inflação que o Federal Reserve (Fed) não consiga controlar.

Durante uma coletiva de imprensa, ao ser questionada sobre o salto da inflação em abril, Rouse disse que é importante focar nas tendências, e não nas oscilações semanais ou mensais dos indicadores macroeconômicos. “Nesta fase da recuperação, será difícil prever dados”, declarou.

Banco Central do Brasil

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, descartou nesta sexta-feira que o BC busque uma “gordura” na política monetária e busca sempre o centro da meta de inflação no horizonte relevante. “Temos de ser xiitas com o centro da meta sempre. Ganhar gordura deliberadamente não é a nossa missão aqui no BC”, afirmou, em videoconferência organizada pelo Credit Suisse.

O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic duas vezes em 0,75 ponto porcentual nas últimas duas reuniões. Com isso, a taxa está atualmente em 3,50% ao ano. O colegiado já sinalizou nova alta de 0,75 p.p. em junho, para 4,25% ao ano, mantendo a avaliação de que o ajuste na Selic deve ser “parcial”.

ICMS do PIS/Cofins

Por 8 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu pela retirada do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins, contrariando o entendimento da União. A decisão da corte é retroativa, e considera que a regra estava valendo desde 2017, enquanto o governo pleiteava que valesse só a partir do julgamento desta quinta-feira (13).

Paralelamente, o STF decidiu que o ICMS será retirado da base de cálculo do PIS/Cofins pago pelas empresas deve ser o “destacado” na nota fiscal, que é maior que o efetivamente recolhido.

Última cotação do dólar

Na última sessão, quinta-feira (14), o dólar encerrou em alta de 0,15%, negociado a R$ 5,31.

Rafaela La Regina

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