Dólar: BTG (BPAC11) aumenta projeção da taxa de câmbio para R$ 5,40 em 2021

Dólar: BTG (BPAC11) aumenta projeção da taxa de câmbio para R$ 5,40 em 2021
Nota de dólar. Foto: Pixabay

O BTG Pactual (BPAC11) aumentou a projeção para a taxa de câmbio de R$ 5,20 para R$ 5,40 no final de 2021. Segundo a instituição financeira, a mudança no cenário para o dólar é devido ao agravamento de maiores riscos ficais e percepção de maior intervencionismo na economia. Em um pior cenário, o banco projeta que a moeda pode chegar até R$ 6,40.

De acordo com o relatório do banco, apreciação da moeda doméstica em relação ao patamar atual será explicada pelo controle da pandemia no Brasil – que contribuirá para diminuir o risco País –, aumento da taxa básica de juros Selic (para 5,50% no fim do ano) e pelos maiores preços de commodities no mercado internacional.

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“Cabe destacar que a volatilidade do Real segue muito elevada por conta do cenário doméstico adverso e de incerteza bastante alta. Portanto, enquanto a pandemia não for controlada e a incerteza permanecer elevada, é possível que a taxa de câmbio alcance patamares ainda mais depreciados antes de iniciar trajetória de apreciação sugerida pelos fundamentos”, informou o BTG.

Em um cenário em que o custo fiscal adicional seja entre R$ 200bilhões e R$ 300bilhões, o risco País poderia alcançar 550 (pontos-base)– patamar atingido em episódio recente de deterioração fiscal significativa e aumento de incerteza (fim de 2015 e início de 2016).  “Nesse contexto, a taxa de câmbio depreciaria para R$ 6,40 no fim de 2021”.

O banco aumentou também a projeção do dólar para 2022, a taxa de câmbio passou de R$ 5,00 para R$ 5,60.Por sua vez, a expectativa do último Boletim Focus para o dólar é um pouco mais positivo, com a previsão da taxa encerrar 2021 em R$ 5,35 e 2022 em R$ 5,25.

De acordo com a instituição, a revisão do cenário para o dólar foi devido aos seguintes itens:

  • Deterioração substancial do cenário doméstico, com o agravamento da pandemia, maiores riscos fiscais e percepção de maior intervencionismo na economia;
  • Cenário mais favorável para a economia dos EUA, que resultou no aumento da taxa de juros dos títulos de 10 anos do Tesouro americano (de 1,25% em fevereiro para 1,60% em março).

Última cotação do dólar

Na última sessão, quarta-feira (7), o dólar encerrou em alta de 0,78%, negociado a R$ 5,64.

Poliana Santos

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