Dólar encerra em alta de 0,59%, cotado em R$ 4,39

O dólar encerrou nesta quinta-feirar (20) em alta de 0,593%, negociado a R$ 4,3916 na venda. A moeda norte-americana atingiu uma nova máxima histórica pelo segundo dia consecutivo.

Com a valorização, o dólar já acumula alta de 9,44% em relação ao real em 2020. Confira quais foram as notícias que movimentaram o mercado nesta quinta:

  • Banco Central da China realiza corte de juros;
  • Reforma administrativa: Guedes diz que envio do texto pode ser feito nesta sexta.
  • BC altera compulsório de bancos e injeta R$ 49 bi na economia;

Corte de juros na China

O Banco Central da China cortou nesta quinta-feira as taxas de referência para empréstimos de curto e longo prazos.

O juro do empréstimo prime (LPR) de um ano caiu de 4,15% em janeiro para 4,05% em fevereiro. O LPR para cinco anos e o de longo prazo também registrou queda, passando de 4,80% para 4,75%.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2024/02/1420x240-Banner-Home-1.png

O objetivo de Pequim é aumentar os esforços para conter os efeitos do novo coronavírus (Covid-19) na economia do país asiático.

Reforma administrativa

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o presidente da República, Jair Bolsonaro, está apenas fazendo alguns ajustes no texto da reforma administrativa para que ela possa ser enviada ao Congresso Nacional nesta sexta-feira (21), ou depois do feriado de Carnaval.

Saiba mais: Reforma administrativa: Guedes diz que envio do texto pode ser feito nesta sexta

A fala do ministro sobre a reforma foi proferida durante uma entrevista aos jornalistas concedida próxima ao prédio do Ministério da Economia.

Em contrapartida, na última quarta-feira (19), foi noticiado que a reforma administrativa não seria mais enviada ao Congresso nesta semana. A medida é um dos principais objetivos da agenda econômica para 2020. A reforma irá acarretar mudanças principalmente nas normas dos servidores públicos.

BC altera compulsório de bancos

O Banco Central (BC) anunciou que cortou a alíquota de recolhimento do depósito compulsório do bancos. Após reduzir de 33% para 31% em junho de 2019, agora passa a ser de 25%.

Saiba mais: Banco Central altera compulsório de bancos e injeta R$ 49 bi na economia

A quantia que deve ser depositada no BC refere-se à uma parcela do dinheiro de todos os clientes que estão sob posso das instituições financeiras e que não podem ser utilizadas em operações de crédito. A operação é usada pelo BC para estimular ou esfriar a economia, controlando a exposição dos bancos ao risco de inadimplência.

A partir de 16 de março, segundo a autoridade monetária central do País, o corte da alíquota causará uma liberação de R$ 49 bilhões para a economia. A menor alíquota pode fazer com que os bancos emprestem mais, gerando mais crédito e estimulando o consumo.

Última cotação do dólar

Na última sessão, quarta-feira (19), o dólar encerrou em alta de 0,17% a R$ 4,36.

Giovanna Oliveira

Compartilhe sua opinião