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Dólar fecha em alta de 0,15% com mercado atento ao avanço da inflação nos EUA

Dólar fecha em alta de 0,15% com mercado atento ao avanço da inflação nos EUA
Dólar. Foto: Pixabay

O dólar encerrou o pregão desta quinta-feira (13) novamente em alta, de 0,15%, negociado a R$ 5,313, após ter subido 1,59% ontem.

Apesar de ter iniciado esta manhã em queda, na parte da tarde o dólar voltou a subir na parte da tarde com os dados do seguro-desemprego dos Estados Unidos, situação entre Israel e Palestina e inflação norte-americana no radar do investidor.

As novas solicitações de seguro-desemprego nos EUA caíram novamente, em 34 mil dessa vez, totalizando 473 mil pedidos na semana encerrada em 8 de maio, conforme o Departamento do Trabalho do país.


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De acordo com Romero Oliveira, assessor da Valor Investimentos, os dados de inflação nos Estados Unidos vieram acima do esperado, aumentando em 0,6% em relação ao mês passado, principalmente devido à preços de commodities e dificuldades logísticas.

“De qualquer forma os representantes do Fed fizeram algumas declarações dizendo que essas pressões de preço são temporárias, devido sobretudo à demanda reprimida”.

Diante disso, veja as notícias importantes do dia:

  • Inflação do produtor nos Estados Unidos sobe 0,6% em abril ante março, o dobro do esperado
  • Fed: ‘política acomodatícia continua exercendo papel importante nos EUA’
  • Expectativa de recuperação é real, mas há incerteza elevada, diz membro do BCE

Inflação nos EUA

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos avançou 0,6% em abril ante março, segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho, com ajustes sazonais, nesta quinta-feira (13). A expectativa de analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal era de uma inflação de 0,3% no período.

Já o núcleo do PPI, que exclui os voláteis preços de alimentos e energia, subiu 0,7% na comparação mensal de abril. Neste caso, a projeção também era de uma inflação menor, de 0,4%.

Na comparação anual, o PPI teve alta de 6,2% em abril contra o mesmo período do ano passado, a maior medida desde que o indicador começou a ser calculado, em novembro de 2010. Nesta base comparativa, o núcleo do índice avançou 4,6%, também a maior variação na série histórica iniciada em agosto de 2014.

Fed

Integrante do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller defendeu a continuidade da postura de estímulos ao crédito adotada pela instituição, em meio à recuperação econômica dos Estados Unidos.

“Uma política acomodatícia continua exercendo papel importante no apoio à retomada”, afirmou Waller, em conferência virtual organizada por um grupo de universidades americanas.

Waller também disse que o quadro atual do mercado imobiliário residencial é positivo, mas ponderou que a escalada recente dos preços de imóveis precisa ser monitorada de perto. “Felizmente, o sistema bancário é forte e resiliente”, destacou.

BCE

Membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE), Pablo Hernández de Cos afirmou nesta quinta-feira que a recuperação econômica continua a depender “crucialmente da evolução da pandemia”, o que segundo ele inclui a rapidez na vacinação e a eficácia dos imunizantes diante de “possíveis novas variantes do vírus” da covid-19. Presidente do BC da Espanha, ele falou ao apresentar o Informe Anual relativo a 2020 desta instituição.

Hernández de Cos afirmou que a expectativa de recuperação econômica “é real, mas sua rapidez e profundidade estão sujeitas a uma elevada incerteza”. No caso da economia da Espanha, citou três focos de incerteza: a vacinação; o turismo; e a força do consumo das famílias a partir do que foi economizado durante o auge da pandemia.

Última cotação do dólar

Na última sessão, quarta-feira (12), o dólar encerrou em alta de 1,59%, negociado a R$ 5,30.

Rafaela La Regina

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