BTAL11: Fiagro entrega yield de 1,14% em junho; veja quem tem direito ao provento

O Fiagro informou nesta sexta-feira (17) que pagará R$ 1,00 por cota em julho, referente aos resultados de junho de 2026. Considerando a cotação de R$ 87,87, o valor corresponde a um Dividend Yield mensal de 1,14%. Os rendimentos são isentos de Imposto de Renda para o investidor pessoa física, conforme a legislação aplicável aos fundos do agronegócio.

O anúncio mantém, pelo sexto mês consecutivo, o piso de distribuição adotado após a conversão do fundo no início do ano. Terão direito ao provento os cotistas posicionados até a data-base de 17 de julho, com pagamento previsto para 24 de julho de 2026.

Resultados de junho e política de distribuição

A distribuição segue acima do resultado recorrente do mês. Em junho, o fundo apurou receita bruta de R$ 5,4 milhões, o equivalente a R$ 0,90 por cota, e resultado líquido de R$ 0,78 por cota após despesas. A diferença para o pagamento de R$ 1,00 por cota é coberta pela reserva de lucro acumulada.

Esse mecanismo foi viabilizado com a adoção do regime de competência após a conversão de FII para Fiagro, aprovada pelos cotistas em janeiro de 2026. Segundo a sinalização da gestão, o piso de R$ 1,00 por cota deve ser mantido nos próximos meses.

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Alocações recentes e desinvestimento da SPE Santo Antônio

Ao longo de junho, a gestão aplicou R$ 110 milhões em títulos privados de empresas com baixo risco de crédito, a um retorno médio de CDI mais 1,6% ao ano. A expectativa é de que essas alocações contribuam para o resultado à frente.

A gestão também aponta o desinvestimento da SPE Santo Antônio como potencial fator de incremento de rentabilidade. O ativo representa cerca de 10% do patrimônio líquido e, uma vez concluída a venda e realocado o capital, a operação pode somar cerca de R$ 0,06 por cota ao mês.

No encerramento de junho, a carteira permanecia 100% adimplente, com R$ 20,5 milhões em caixa, o equivalente a 3% do patrimônio líquido. Esses recursos dão suporte à política de distribuição enquanto novas alocações são implementadas.

Carteira, contratos e indicadores operacionais

O portfólio reúne 11 ativos, sendo nove imóveis e dois Certificados de Recebíveis Imobiliários com garantia real de imóveis do agronegócio. Todos os contratos são atípicos, indexados ao IPCA, com prazo médio remanescente de 6,6 anos.

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Pelo recorte de receitas, terminais de transbordo intermodal respondem por 22% da receita imobiliária contratada, centros de recebimento de grãos por 17% e certificados de recebíveis por 16%. Os locatários abrangem operadores logísticos, empresas de revenda de insumos, açúcar e álcool e etanol de milho.

Os imóveis estão distribuídos por Paraná, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Goiás e Mato Grosso. A diversificação geográfica e por setores da cadeia do agronegócio se reflete no desempenho operacional reportado ao fim de junho.

Os rendimentos derivam de um portfólio de R$ 555 milhões em ativos adquiridos, com cap rate médio de 11,2% e capacidade estática de 450 mil toneladas. No fechamento de junho, o valor patrimonial somava R$ 114,79 por cota, a base de investidores alcançava 36.980 participantes e o valor de mercado totalizava R$ 509 milhões.

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Redação Suno Notícias

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