Desemprego caiu para 12,6% no terceiro trimestre, diz Pnad/IBGE

Desemprego caiu para 12,6% no terceiro trimestre, diz Pnad/IBGE
O desemprego no Brasil atingiu 12,1% no trimestre móvel de agosto a outubro de 2021. O resultado representa queda de 1,6 ponto percentual (p.p.) na comparação com o trimestre de maio a julho de 2021 - Foto: Agência Brasil

O montante de brasileiros em situação de desemprego era de 13,453 milhões de pessoas terceiro trimestre deste ano, segundo os dados recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desemprego passou de 14,2% no trimestre encerrado em junho para 12,6% no trimestre terminado em setembro, conforme divulgação realizada nesta terça-feira, 30.

O total de desocupados diminuiu 9,3% em relação a junho, 1,378 milhão de pessoas a menos em busca de uma vaga.

Em relação a setembro de 2020, o número de desempregados caiu 7,8%, 1,144 milhão de pessoas a menos procurando trabalho.

A população ocupada somou 92,976 milhões de pessoas, 3,592 milhões de trabalhadores a mais em um trimestre. Em relação a um ano antes, 9,537 milhões de pessoas encontraram uma ocupação.

A população inativa somou 65,456 milhões de pessoas no trimestre encerrado em setembro, 1,813 milhão a menos que no trimestre anterior. Em relação ao mesmo período de 2020, a população inativa recuou em 6,777 milhões de pessoas.

O nível da ocupação – porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar – subiu de 49,0% no trimestre encerrado em setembro de 2020 para 54,1% no trimestre até setembro de 2021. No trimestre terminado em junho, o nível da ocupação era de 52,1%.

Desemprego doméstico

Dentro desse crescimento, a informalidade representa 54%. Os empregados do setor privado sem carteira assinada (10,2%), que somaram 11,7 milhões de pessoas, estão entre as categorias de emprego que mais cresceram na comparação com o trimestre anterior.

No mesmo período, o número de trabalhadores domésticos atingiu 5,4 milhões – o que equivale a uma expansão de 9,2%, o maior desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012.

No primeiro trimestre do ano passado, seis milhões de pessoas eram trabalhadores domésticos. Se considerados apenas os trabalhadores sem carteira, houve aumento de 10,8%, sendo 396 mil pessoas a mais.

Segundo Adriana Beringuy esse é um processo de recuperação que já vinha ocorrendo desde junho.

“A categoria dos empregados domésticos foi a mais afetada na ocupação no ano passado e, nos últimos meses, há uma expansão importante. Embora haja essa recuperação nos últimos trimestres da pesquisa, o contingente atual desses trabalhadores é inferior ao período pré-pandemia”, afirmou.

Autônomos crescem

O contingente de trabalhadores por conta própria (3,3%) também cresceu. As 25,5 milhões de pessoas nessa categoria representam o maior número desde o início da série histórica da pesquisa.

Aí estão incluídos os trabalhadores que não têm CNPJ, que cresceram 1,9% ante o último trimestre. Com isso, a taxa de informalidade chegou a 40,6% da população. São 38 milhões de trabalhadores nessa situação.

Conforme a pesquisa, o crescimento na ocupação também está relacionado principalmente às atividades de comércio (7,5%), que equivale a mais 1,2 milhão de trabalhadores; indústria (6,3%), 721 mil pessoas a mais; construção (7,3%) com 486 mil pessoas a mais; e serviços domésticos (8,9%), com adição de 444 mil pessoas.

De acordo com o IBGE, a Pnad Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país.

“A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE”, informou o Instituto sobre o panorama do Desemprego.

Com informações do Estadão Conteúdo e da Agência Brasil

Eduardo Vargas

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