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Com assinatura eletrônica, D4Sign quer acabar com papelada e chegar a R$ 30 mi de faturamento

Com assinatura eletrônica, D4Sign quer acabar com papelada e chegar a R$ 30 mi de faturamento
Rafael Figueiredo, cofundador e CEO da D4Sign. Foto: Divulgação

A D4Sign desenvolveu uma plataforma de assinatura eletrônica para superar a rotina do vaivém de documentos. A solução se popularizou e cresceu em 2020, quando a startup dobrou o faturamento. Hoje, a empresa pretende aumentar o leque de serviços, utilizados por clientes que vão da Stone (STOC31) à Azul (AZUL4), e disseminar o uso da tecnologia no País — que ainda engatilha em meio à papelada.

A necessidade de pôr um fim ao papel com uma solução tecnológica eficiente surgiu dentro da TGK, operadora de turismo. Essa era a empresa em que Nahim Francis atuava como diretor de TI. O executivo levou a demanda para um amigo desde a quinta série do colégio: Rafael Figueiredo. Juntos, os dois pesquisaram sobre o mercado de assinatura eletrônica e fundaram, em 2015, ao lado de Rodrigo Figueiredo, a D4Sign. A empresa se especializou nesse sistema e prosperou.

Desde o início, o propósito da D4Sign foi priorizar pontos de autenticação, “para então montar um conjunto probatório forte de todo o procedimento a ser feito”, como explicou Rafael Figueiredo, cofundador e hoje CEO da D4Sign.

D4Sign quer acabar com papelada e chegar a R$ 30 mi de faturamento; "Brasil é um bebezão ainda"
Da esquerda à direita, Rodrigo Figueiredo, Nahim Francis e Rafael Figueiredo, os fundadores da D4Sign. Foto: Divulgação

Mas a tarefa de promover e explicar a tecnologia não se mostrou fácil no início. O diretor conta que, em 2016, precisava ir às reuniões comerciais como advogado, para defender a parte jurídica da assinatura digital. “Por mais que existam leis que autorizem, empresas não tinham confiança, achavam que a [assinatura eletrônica] não tinha validade”, lembra ele.

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) complicou o cenário — mas a utilidade da tecnologia acabou ganhando força entre os clientes em meio à onda de home office com o isolamento social. Companhias foram obrigadas a se mexer e quem não acreditava na validade jurídica começou pelo menos a escutar, por uma questão de necessidade.

A mudança de comportamento refletiu nos números da D4Sign. Em 2019, a startup havia atingido um faturamento de R$ 7,5 milhões. Operava com 3,5 mil clientes e 15 colaboradores. Com a chegada da crise sanitária e a implantação generalizada do trabalho em casa, a receita saltou para R$ 15 milhões, enquanto os clientes e funcionários atingiam 10 mil e 40, respectivamente.

Para Rafael Figueiredo, a tendência é de aceleração. “Quem hoje utiliza papel para validar documentos está atrasado. Isso a pandemia já mostrou”, reforçou. “Quem hoje não usa uma plataforma de assinatura eletrônica inevitavelmente usará daqui a um tempinho. Uma hora não tem como escapar dela.”

Neste ano, a empresa conta com 50 empregados, batendo a meta de contratações. Quanto ao faturamento e ao número de clientes, o objetivo é chegar a R$ 30 milhões e 20 mil clientes — ou seja, pretende dobrar os números.

Assinatura eletrônica traz economia de 80%

No Brasil, há poucos estudos de referência sobre a média de economia proporcionada pela assinatura eletrônica em relação ao método tradicional. Mas pesquisas americanas apontam para um ganho de 80%.

A poupança está relacionada à utilização de papel, tinta e impressora, e também ao tempo economizado no processo. “É algo muito significativo: posso enviar um contrato agora e você recebe na hora. Posso, inclusive, encaminhá-lo por WhatsApp. Não precisa nem depender do e-mail. É uma questão que leva minutos. Não tem razão para ultrapassar 10 minutos, a menos que existam dúvidas em relação ao contrato”, assinalou Rafael Figueiredo.

Para isso, a D4Sign possui quatro frentes na plataforma:

  • discussão de minuta;
  • assinatura eletrônica;
  • automação;
  • gerenciamento de contrato.

A empresa oferece ainda aos clientes um selo de sustentabilidade para ilustrar a economia não só de dinheiro, mas de recursos naturais. O usuário tem acesso a uma pagina exclusiva em que pode acompanhar e compreender como se poupa dióxido de carbono e de que forma o processo reduz o número de árvores derrubadas.

O modelo de monetização da D4Sign é simples. A empresa cobra por envio de documentos, sem limites de anexo, de signatários ou usuários.

Há um plano gratuito de 30 dias, para testagem da plataforma, com três envios. O plano mais básico é o Individual, com cinco envios por mês, pelo preço de R$ 24,90. Depois, há o Profissional, de 20 envios, por R$ 49,90, e o Corporativo, com 40 envios, por R$ 99,90.

Além disso, existe o segmento de planos personalizados, pelos quais a companhia analisa a demanda da empresa e oferece um pacote adequado, incluindo auxílio para integração da plataforma. Intelbras (INTB3), Bluefit (BFFT3) e Linx (LINX3), por exemplo, são empresas que contrataram planos personalizados.

D4Sign quer acabar com papelada e chegar a R$ 30 mi de faturamento; "Brasil é um bebezão ainda"
Escritório da D4Sign. Foto: Divulgação

A D4Sign atingiu o breakeven em 2016 e não busca investimento de venture capital. “Quando se começa a colocar investidores, com muitos grupos, o negócio se torna complexo e pesado demais”, disse Rafael Figueiredo. O executivo afirmou que recebeu propostas de aquisição, mas sem chegar a um valuation que agradasse os interessados na operação.

D4Sign critica atraso do setor de assinatura eletrônica no Brasil

A empresa tem entre seus clientes desde profissionais liberais, como médicos e advogados, até multinacionais, incluindo Volkswagen e Huawei. Empresas grandes buscxam o serviço da startup, mas Rafael Figueiredo lembra que um dos setores mais resistentes à adoção da assinatura eletrônica é o bancário, em razão de procedimentos internos rígidos.

Não são só os bancos rechaçam a tecnologia, por enquanto. “O Brasil é um bebezão ainda. Nem começamos nessa área. Quando falamos de 15 mil clientes no Brasil, é preciso entender que é um número baixo. O Brasil é gigantesco, um continente. Estamos engatinhando ainda”, observa.

Para o diretor, falta aos contrários à ideia o entendimento de que a mudança traz conhecimento técnico e segurança. A tecnologia, defendeu ele, permite inibir riscos e oferecer legitimidade ao documento — imune a fraudes que podem ocorrer em locais tradicionais como cartórios.

Para garantir ainda mais a segurança, a D4Sign está desenvolvendo um novo ponto de autenticação. A empresa ainda tem planos para começar a conversar com bancos de dados governamentais, para confirmar a veracidade de um documento.

“[O avanço da aceitação] é um processo que vejo como animador, propício. Estamos na direção certa. As leis e as regulamentações estão caminhando para que novas formas de autenticação ocorram”. diz o CEO da D4Sign. “Quem sabe um dia a gente chegue lá.”

Arthur Guimarães

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