Coronavírus: número de vítimas chega a 360 na China

Coronavírus: número de vítimas chega a 360 na China
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta sexta-feira (21) que países precisam agir rápido para conter coronavírus. Para a instituição, a janela de oportunidade está se fechando. 

O governo da China informou neste domingo (2) (manhã de segunda-feira 3 no horário local) que o número de mortes provocadas pela epidemia de coronavírus chegou a 360.

Segundo a comissão de saúde local, a província chinesa de Hubei, epicentro da epidemia de coronavírus, registrou 56 novas mortes. As autoridades chinesas também informaram que no total há 16,5 mil pessoas infectadas pelo vírus. Somente no dia 2 de fevereiro foram 2.103 novos casos.

Além de 360 pessoas mortas pelo vírus em território chinês, um homem morreu em Manila, nas Filipinas, por causa da infeção. Esse foi o primeiro caso de óbito provocado pela epidemia fora da China. A vítima também era um cidadão chinês, de 44 anos de idade.

Emergência internacional

Na última quinta-feira (30) a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o estado de emergência de saúde pública de âmbito internacional (PHEIC, na sigla inglesa) por causa do surto do novo coronavírus na China.

Por causa do surto de coronavírus, muitas companhias aéreas suspenderam os voos com a China. Além disso, Rússia, Coreia do Norte, Mongólia e Vietnã fecharam as fronteiras com a China, enquanto alguns países pararam de emitir vistos para cidadãos chineses, impedindo dessa forma o acesso em seus territórios.

Gripe aviaria além de coronavírus

Além da epidemia de coronavírus, a China está enfrentando um surto de gripe aviária H5N1. O epicentro do vírus foi localizado na província central de Hunan, que faz fronteira com a província de Hubei.

O primeiro surto de gripe aviária foi localizado em uma propriedade rural no distrito de Shuangqing, na cidade de Shaoyang, matando 4,5 mil das 7.850 galinhas da propriedade. O local está cerca de 500 km de distância da cidade de Wuhan, capital da província de Hubei.

Segundo um comunicado do Ministério da da Agricultura e Assuntos Rurais da China, para conter o surto as autoridades locais abateram outras 17.828 aves nas proximidades.

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Ainda não foram relatados casos de infeção humana pelo vírus H5N1 na província de Hunan.

Entre 2003 e 2019, a OMS registrou um total de 861 casos confirmados de H5N1 em humanos no mundo inteiro. Entre eles, 455 morreram. Na China, houve 53 casos humanos de infecção por gripe aviária, nos últimos 16 anos, e foi registrado um total de 31 mortos.

Coronavírus e gripe aviária

O surto de gripe aviária ocorre eu um momento em que as autoridades chinesas tentam conter a propagação do coronavírus. A epidemia já causou 304 mortos e mais de 14 mil infetados no país asiático.

A gripe aviária provoca doenças respiratórias graves em aves, podendo levá-las ao óbito, e é contagiosa também entre seres humanos. O vírus foi detectado pela primeira vez em 1996 em gansos na China.

Entretanto, segundo a OMS, a possibilidade de transmissão da gripe aviária entre seres humanos é baixa. A maioria das infecções humanas por H1N5 ocorre após um contacto prolongado e próximo com aves infectadas.

Todavia, a gripe aviária tem uma taxa de mortalidade superior a 50%. Uma porcentagem muito acima da síndrome respiratória aguda grave (SARS), também conhecida como pneumonia atípica, que tinha uma taxa de mortalidade de 10%. Por sua vez, o novo coronavírus registrou até o momento uma taxa de mortalidade de 2%.

Carlo Cauti

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