Copel (CPLE6) dispara e lidera isolada no Ibovespa; entenda os motivos

Copel (CPLE6) dispara e lidera isolada no Ibovespa; entenda os motivos
Copel abriu em alta de 4% em meio a queda generalizada do Ibovespa - Foto: Reprodução Site RI

A Copel (CPLE6) lidera no início da tarde desta segunda-feira (20), com valorização de cerca de 5% desde o início do pregão. São poucas empresas em alta. O dia na Bolsa é de perdas: o Ibovespa continua operando no negativo, em torno de 3%. Os investidores avaliam as incertezas sobre as decisões de política monetária nesta semana e possibilidade de colapso no setor imobiliário na China.

Na última sexta (17) a Copel anunciou o pagamento de R$ 1.436.638.550,91 em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP), o que puxa a alta da companhia em meio a um dia caótico.

No mesmo dia estatal informou que não exercerá o direito de preferência na aquisição da participação acionária da Gaspetro na Compagas.

A concessionária responsável pela distribuição de gás natural canalizado no estado do Paraná tem como acionistas, além da Copel (com 51% de participação acionária), a Gaspetro e a Mitsui, cada uma com 24,5% de participação.

Esses dois eventos são os pivôs da alta das ações da Copel, que ficam isoladas no índice enquanto as demais ações caem fortemente.

Entenda por que somente a Copel sobe forte no pregão

Atualmente, o Ibovespa cai 3,39% em meio a uma tensão internacional que derruba Bolsas em todos os continentes e aumenta a preocupação de uma crise mais intensa nos próximos meses.

A raiz da baixa vem da ameaça de calote de US$ 300 bilhões por parte da Evergrande, segunda maior incorporadora da China. Isso pode ocasionar um novo colapso no sistema financeiro e abalar o mercado chinês, influente nas bolsas internacionais — especialmente considerando que UBS, BlackRock, Ashmores e outras instituições compõem a lista de credores da gigante chinesa.

Os papéis da Evergrande já caíram mais de 83% neste ano, e derrubam a bolsa de Hong Kong, que apresenta queda de 12% em 2021. Você pode ler sobre o imbróglio da companhia aqui.

“O que temos é uma China aumentando muito a pressão regulatória e mais notícias das dificuldades da maior incorporadora chinesa, a Evergrande, que impactaram as commodities. Uma “bomba” nas expectativas da “Faria Lima” detonada pelos ruídos de Brasília, que acabou com os últimos otimistas em relação à possibilidade de reformas no curto prazo (pelo menos antes do período eleitoral)”, analisa Pedro Serra, gerente de Research da Ativa Investimentos.

Na abertura de mercado, a Copel já apresentava alta de mais de 4%, acompanhada por papéis de outras elétricas como a Energisa (ENGI11) e a Eletrobras (ELET6), que agora reverteram para queda e seguem a tendência do índice.

Eduardo Vargas

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