Confiança do consumidor registra quarto recuo seguido, diz FGV

Confiança do consumidor registra quarto recuo seguido, diz FGV
Confiança do consumidor registra quarto recuo seguido, diz FGV

A confiança do consumidor recuou 2,9 pontos em maio quando comparado a abril, dessa forma, passou de 89,5 para 86,6 pontos, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgados nesta quinta-feira (23).

Este é o quarto recuo seguido da confiança do consumidor que já acumula uma perda de dez pontos em quatro meses, seguindo no menor nível desde outubro de 2018, quando tinha apenas 85,4 pontos.

De acordo com a fundação, a queda da confiança aconteceu em todas as classes, mas foi mais forte nos extremos. Em famílias com renda até R$ 2,1 mil mensais, caiu 6,2 pontos durante o mês. Já nas famílias acima de R$ 9,6 mil mensais a redução foi de 6,9 pontos durante o mês.

Expectativas sobre a inflação

Também divulgado pela FGV, a expectativa dos consumidores brasileiros para a inflação nos próximos 12 meses subiu de 5,3% para 5,4%. O resultado é referente ao mês de maio e foi divulgado na última quarta-feira (22). Além disso, no acumulado de março, abril e maio, a alta apontada foi de 0,5%.

Atualmente, 68,4% da população projeta uma inflação acima da meta definida pelo governo para 2019, que é de 4,25%. Desse modo, o percentual aumentou em relação ao registrado em abril, isso porque no mês passado o valor era de 60,1%.

Saiba mais: Expectativa de inflação dos consumidores tem leve alta em maio, diz FGV

Confiança em queda

Segundo a Coordenadora de Sondagens da FGV, Viviane Bittencourt, “entre fevereiro e abril, a queda da confiança havia sido mais associada à frustração de expectativas com o ritmo de recuperação econômica e seus reflexos na evolução do emprego e da situação financeira familiar”.

Ainda de acordo com a coordenadora, o recuo da confiança do consumidor em maio, também se deve a situação econômica atual do país. Ela ainda acrescentou dizendo que “uma alteração deste quadro parece estar condicionada à redução dos elevados níveis de incerteza política e econômica observados hoje no país”

Renan Bandeira

Compartilhe sua opinião