Como economizar no supermercado? Veja 5 dicas essenciais

Como economizar no supermercado? Veja 5 dicas essenciais
Foto: Pixabay

Com a comida mais cara, os consumidores tendem a procurar maneiras de gastar menos na hora de fazer compras. Mas como economizar no mercado com a alta generalizada nos preços? Especialistas dizem que não há um truque ou dica certeira em um quadro de inflação com dois dígitos — 12,13% nos últimos doze meses, segundo o último IPCA, de abril. Mas, com pesquisa e dedicação, além de algumas mudanças de comportamento ao fazer compras, dá para sentir uma boa diferença na hora do pagamento no caixa.

Confira as dicas para economizar nas compras:

1. Faça uma lista de compras consciente

André Braz, economista e coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), recomenda que, antes de ir ao mercado, o consumidor faça um inventário do que já tem em casa para não comprar comida dobrada, repetida ou em excesso.

“O supermercado entende que, quando você compra muito de um determinado produto, é porque aquele preço está baixo e ele vai subir o valor da mercadoria“, disse. Portanto, a melhor forma coletiva para contribuir para um crescimento menor dos preços é comprando exatamente o que for necessário.

2. Prefira marcas alternativas

Dê preferência a produtos de marcas alternativas, que geralmente possuem um preço médio mais baixo.

“Às vezes, a gente ‘casa’ com a marca por ela ser muito tradicional, ou por ter visto muito anúncio na televisão. [A marca] pode ter muita qualidade, mas esquecemos de experimentar a outra, de uma empresa que não pode gastar com publicidade e que pode sim ter a mesma qualidade — ou, no caso de alimentos, com o mesmo nível nutricional do que aquela que a gente habitualmente compra”, observa Braz.

O economista reforça: essas alternativas não significam necessariamente que são de segunda linha.

3. Evite compras do mês

Braz também ressalta que fazer compra do mês não é o mais indicado: o consumidor corre o risco de perder diversas ofertas e promoções de alimentos que costumam surgir ao longo do mês. Essas promoções podem ser encontradas em panfletos de mercados ou até mesmo online e em aplicativos. Em um compra mensal, perde-se muito com dezenas de produtos que poderiam ter sido adquiridos semanalmente, pinçados em promoções.

4. Comprar determinados itens no atacado

Outra dica importante é a possibilidade de economizar ao fazer compras no atacado. Mas lembre-se da primeira dica: evite comprar a mais do que o necessário – preste atenção à lista. Os preços de alguns produtos estão muito baratos no atacado? Leve, preferencialmente, os não perecíveis ou materiais de limpeza e higiene.

5. Monte um cardápio da semana

Mais uma sugestão que pode aliviar o bolso para quem está fazendo as compras é montar um cardápio para a semana: além de economizar com itens que não são necessários, só será preciso comprar os ingredientes que estão faltando para as receitas planejadas.

Ah, sim: evite fazer supermercado com fome. Sim, isso faz diferença psicológica: a tendência ao fazer compras pensando em comida — alertam especialistas – é de encher o carrinho com alimentos em excesso ou desnecessários, que podem até vencer a validade em casa.

Veja alimentos que mais caíram e subiram de preço

Conforme os dados da CEAGESP, o grupo de legumes teve queda de 7,94%. O preço do setor de frutas recuou 5,99% – mas o de verduras subiu 12,91%.

Como variaram os preços dos legumes

Entre os legumes as principais baixas foram:

  • Pepino caipira (-21,32%);
  • Cenoura (-21,85%);
  • Pimentão verde (-23,99%);
  • Ervilha torta (-24,23%);
  • Pepino comum (-24,23%).

As principais altas:

  • Abóbora moranga (22,25%);
  • Quiabo liso (21,78%);
  • Abobrinha brasileira (11,95%);
  • Pimentão vermelho (6,60%);
  • Pepino japonês (6,31%); e
  • Pimentão amarelo (6,22%).

Preços das frutas: o que subiu e o que caiu

O setor de frutas viu as seguintes diminuições de preços:

  • Mamão havaí (-18,37%);
  • Melão amarelo (-22,16%);
  • Maracujá doce (-27,05%);
  • Melancia (-38,00%); e
  • Mamão formosa (-38,38%).

Já as principais altas foram:

  • Goiaba vermelha (17,94%);
  • Uva itália (15,41%);
  • Abacate fortuna (13,61%);
  • Uva benitaka (12,43%);
  • Uva rubi (10,78%); e
  • Morango (9,82%).

Variações de preços das verduras

As principais altas foram:

  • Coentro (49,80%);
  • Rabanete (36,93%);
  • Alface americana (30,26%);
  • Espinafre (28,05%); e
  • Couve manteiga (24,02%).

As principais reduções:

  • Brócolis ninja (-1,05%)
  • Cenoura com folha (-3,89%),
  • Acelga (-4,25%),
  • Couve-flor (-5,58%); e
  • Repolho liso (-8,32%).

A inflação promete continuar a ser uma dor de cabeça para os brasileiros em 2022, mas especialistas estimam que os preços podem começar a cair no segundo semestre.

Segundo Guilherme Moreira, coordenador do IPC-Fipe, os alimentos devem reduzir o ritmo de aumentos a partir de julho, com os in natura já começando a diminuir em maio. No entanto, alívio maior na inflação dos alimentos só é esperado para 2023.

Victória Anhesini

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