João Canhada

De morto à alta de 150%: Como o Bitcoin está fechando 2023 e o que esperar para o ano que vem? 

O movimento do Bitcoin é, sim, surpreendente. Não pela alta registrada até o momento, mas pela forma como isso está acontecendo

Ah, o mercado de criptomoedas! O que disse sobre ele, hein? De um Bitcoin (BTC) falido e morto (474 vezes pelo bitcoin obituaries) à valorização de 150% e renovação das máximas de 2023. Este movimento é um verdadeiro tapa na cara de quem desdenha deste setor e ignora o básico dos investimentos: ciclos de mercado!

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Por outro lado, é uma recompensa para aqueles que conhecem a tecnologia do Bitcoin e como a engrenagem de compra e venda funciona.

Cutucadas à parte, o movimento do Bitcoin é, sim, surpreendente. Não pela alta registrada até o momento, mas pela forma como isso está acontecendo. Lá em 1º de janeiro, a moeda digital era negociada a pouco mais de R$ 88 mil. No início de dezembro, as compras e vendas chegaram a acontecer na casa dos R$ 218 mil – pelo menos até o momento da escrita deste artigo.

Apesar dos ciclos bem definidos no Bitcoin, principalmente com o halving sendo o principal marco desse mercado, 2023 mostrou um comportamento relativamente diferente do que estávamos acostumados até então.

Vimos um BTC muito mais maduro, valente e confiante, colocando uma parede entre o que é macroeconomia e o que é desenvolvimento de criptomoedas.

Digo isso porque o assustado Bitcoin que vimos há alguns tempos, com qualquer curvinha feita pelo Federal Reserve e seus aumentos de juros pouco a pouco se tornaram irrelevantes, não oferecendo nenhuma volatilidade ao ativo. O mesmo valeu para a quebradeira dos bancos estadunidenses lá em março. Ao contrário, isso só serviu para fortalecer a moeda digital.

2023 também ficou marcado por uma grande pressão da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) contra as exchanges. Sem qualquer juízo de valor por aqui, a realidade é que a regulamentação norte-americana é inexistente. Mas pior do que isso, ninguém sabe muito bem o que está fazendo lá. Em alguns momentos, a SEC é um leão, em outros atua como se estivesse passeando no parque. Esse conflito de posicionamento balançou o mercado de criptomoedas, mas não o suficiente para impedir o otimismo dos investidores com um produtinho novo que pode vir nos próximos meses.

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Vem logo 2024

Com um fim de ano bastante promissor, a ansiedade é alta para 2024, considerando uma série de novidades que estão por vir. Há pouco falei de um produto muito atrativo que estava para chegar, não é? Bom, este produto, no caso, são os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos. Bem diferente dos ETFs de futuros já existentes no país.

Aqui, vou me abster de qualquer teoria conspiratória. Mas fato é que pouco depois do cerco regulatório nas exchanges, muitos fundos financeiros grandões, como Fidelity e BlackRock entraram com pedidos para que a SEC aprovasse este fundo regulamentado em bolsa.

A perspectiva desse produto colocou o mercado cripto em posição de ansiedade, na espera de que uma quantidade considerável de capital institucional fosse injetada nas duas principais moedas digitais atualmente: Bitcoin e Ethereum (ETH). Entretanto, a SEC parece que entrou no clima de fim de ano mais cedo do que o esperado. Colocou o motor no ponto-morto e está andando só com o peso do carro agora.

Isso quer dizer que dos diversos deadlines para uma resposta aos ETFs de BTC e ETH à vista, todos eles, até agora, foram postergados. As próximas datas “limites” – se dá para atrasar, não é limite –, agora, estão entre janeiro e março do ano que vem. Esses adiamentos não parecem estar fazendo sequer cócegas no otimismo dos investidores, que estão aguardando ansiosamente por esses ETFs.

Se isso já não fosse o bastante para uma mini euforia, abril está prevendo o acionamento do halving do Bitcoin. E isso aqui, sim, tende a ser foguete! A emissão da criptomoeda de referência vai cair dos 6,25 BTCs para 3,125 BTCs. Se você não captou a ideia, este é o famoso choque de oferta e demanda. Menos Bitcoin no mercado, mais caro ele fica.

Mais do que isso, são os halving que marcam o início, meio e fim dos ciclos de mercado. Ou seja: o ativo sobe, ganha corpo, amadurece. Depois, realizam-se lucros, oferta e demanda se reencontram e se equilibram… Até que um novo halving coloca lenha nesta fogueira. Se tem dúvidas, pesquise você mesmo. Olhe os gráficos e veja como o mercado se comporta. Isso é uma regra? Evidentemente que não! Porém, os sinais estão aí para serem analisados e, assim como no mercado tradicional, você deve se debruçar em qualquer informação relevante.

Com todos esses eventos na boca do gol, 2024 tende a ser um ano muito bom para os entusiastas de criptomoedas. E isso não só para investidores de varejo. Empresas estão cada vez mais colocando seus braços nesta tecnologia, vide a Avalanche (AVAX) que simplesmente fechou uma parceria com o gigante JP Morgan para auxiliar na tokenização e gerenciamento de seus ativos.

A dúvida que deixo aqui no ar é: quantos ciclos mais você vai esperar para participar da nova economia? Quantas oportunidades vão ficar para trás até que perceba o valor desta tecnologia. Uma coisa eu posso te dizer, as moedas digitais e a blockchain são o futuro. Vai de você decidir se estará lá com a gente ou não!

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Nota

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