Carlos Vaz

Responsabilidade Social: Educação como uma prioridade inevitável

Aprimorar a agenda educacional é algo que não pode ser interrompido e não devemos ficar na dependência de iniciativas exclusivas do setor público

Sem dúvida o futuro de um país, por meio do seu desenvolvimento econômico e social, está diretamente relacionado à educação. Sendo, por si só, considerada uma prática social baseada no desenvolvimento do ser humano, suas potencialidades, habilidades e competências. Por meio desse caminho, crianças e jovens podem ter acesso a oportunidades e conhecimento para que façam as melhores escolhas para si mesmos e como consequência, se formem como cidadãos que transformem o seu entorno e a si mesmos.

A pandemia potencializou os desafios e escancarou as desigualdades sociais na educação no Brasil. Alunos enfrentaram a falta de acesso à internet e à alimentação, já que muitos alunos têm na escola sua principal fonte de alimentação diária. O risco de evasão escolar aumentou consideravelmente e, com isso, a perspectiva de um futuro economicamente mais promissor, diante de um momento em que o mundo demanda profissionais cada vez mais qualificados para a ocupação de vagas de trabalho, piorou. De acordo com a Pesquisa Juventudes e a Pandemia do Coronavírus, realizada pelo CONJUVE (Conselho Nacional da Juventude do Brasil), o trabalho informal, a instabilidade do mercado e pouca perspectiva de avanço na carreira comprometem a trajetória de desenvolvimento profissional da população jovem – atualmente, a maior da história do Brasil com 47 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos.

Apesar desse cenário preocupante, aprimorar a agenda educacional é algo que não pode ser interrompido e não devemos ficar na dependência de iniciativas exclusivas do setor público. Como empresário, acredito que ao investirmos em ações de responsabilidade social, promovemos uma cultura colaborativa e como empresa, é preciso apostar ainda mais na premissa de fazer o melhor que puder para que outras pessoas possam aprender e crescer, em busca de uma educação integral e produtiva.

Como exemplo, a CONTI Capital se tornou uma das apoiadoras do Instituto Ayrton Senna, em combinação com os ideais de garantir o acesso a uma educação integral para o maior número possível de crianças e jovens no Brasil. E ainda neste ano, também nos tornamos patrocinadores da iniciativa Brazil Foundation, que tem como foco a redução dos impactos da fome durante a pandemia no País.

Acredito que por meio de diálogo e maior articulação entre todos os agentes da sociedade para a criação de políticas afirmativas desde a educação básica até programas de inclusão em empresas ou programas de qualificação para preparar os jovens para a indústria 4.0, podemos ampliar as oportunidades para esses talentos em potencial, além de encurtar distâncias e, de fato, promover inclusão dessa população no mercado de trabalho e ajudar a conquistar o primeiro emprego, por exemplo.

Sem educação de qualidade, o Brasil não terá o futuro que desejamos e estaremos condenados à estagnação e até mesmo ao retrocesso. Mesmo sendo difícil prever o que vai acontecer daqui para frente, a participação e apoio social é fundamental para o bom andamento da sociedade como um todo. É essencial que haja sensibilidade para a continuidade de iniciativas de impacto social relevante e positivo, além do entendimento de como a palavra “solidariedade” pode ser a chave em tempos que virão.

*Carlos Vaz, brasileiro de Itajubá (MG) radicado nos Estados Unidos desde 2001, é fundador e CEO da CONTI Capital, empresa com sede nos EUA, especializada em investimentos no setor imobiliário norte

Nota

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Carlos Vaz

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