Andressa Bergamo

Previdência privada x investimento independente: qual a melhor decisão estratégica?

Além da previdência privada, vale a pena também ter uma carteira de investimentos independente? A verdade é que ambos se complementam e são fundamentais na hora de pensar em gerar renda!

O Brasil está passando por um processo de envelhecimento populacional, com a expectativa de vida aumentando significativamente ao longo dos anos. Segundo dados do IBGE, a parcela de pessoas com mais de 65 anos já representa quase 11% da população total, um aumento notável em comparação aos números das décadas anteriores. Esse fenômeno tem levado muitos a repensarem suas estratégias financeiras para o futuro.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2024/06/Lead-Magnet-1420x240-3.png

Um estudo recente realizado pela Anbima em parceria com o Datafolha, intitulado “Raio X do Investidor Brasileiro”, revelou que a maioria dos aposentados no Brasil depende exclusivamente da previdência pública para seu sustento, com apenas uma pequena porcentagem contando com outras fontes de renda, como trabalho próprio ou previdência privada. Diante desse panorama, vejo que a previdência privada aberta tem despertado interesse crescente entre os brasileiros.

De acordo com relatório da Fenaprevi, o setor de previdência privada registrou um crescimento de 8,8% no último ano em comparação com 2022, refletindo uma tendência de maior adesão a esse tipo de investimento. Estima-se que cerca de 9% da população adulta já tenha algum tipo de previdência privada, conforme dados do Censo Demográfico de 2022.

Mas, além da previdência privada, vale a pena também ter uma carteira de investimentos independente? A verdade é que ambos se complementam e são fundamentais na hora de pensar em gerar renda!

A previdência privada surge como um porto seguro para quem busca garantir uma renda vitalícia na aposentadoria. Por meio de aportes periódicos, se acumula recursos que, no futuro, podem ser transformados em um salário mensal, proporcionando a tranquilidade de viver com mais conforto e segurança.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2023/03/1420x240-Investindo-no-exterior.png

Uma das vantagens é a sucessão simplificada. Em caso de falecimento, os beneficiários recebem os valores acumulados na previdência de forma rápida e descomplicada, sem a necessidade de passar por processos demorados de inventário.

Outra vantagem é a economia com o imposto de renda. No plano VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), o tributo é apenas em cima da rentabilidade, com alíquotas que podem chegar a 10%. Já o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) permite deduzir os aportes do imposto de renda, ideal para quem busca reduzir sua carga fiscal. A desvantagem é que o tributo incidirá sobre todo o montante acumulado, diferentemente do VGBL, que incide sobre a rentabilidade.

Já a carteira de investimentos pode proporcionar maior flexibilidade e potencial para alta rentabilidade. Nela, se tem a liberdade de escolher entre diversos ativos, desde CDBs de renda fixa até ações da bolsa de valores, adaptando o portfólio de acordo com o perfil de risco e objetivos.

Entre as vantagens, estão a possibilidade de investir em diferentes classes de ativos, diversificando o portfólio e mitigando os riscos. Outra é a liquidez imediata que algumas opções de investimentos oferecem como Tesouro Selic e algumas opções de CDBs pós-fixados, por exemplo. Já a previdência privada, é um produto de longo prazo e exige o período mínimo de 10 anos de investimento para ter direito à alíquota mínima do imposto de renda de 10%.

Em síntese, a decisão entre previdência privada e investimento independente não é uma questão de escolha única, mas sim de uma abordagem estratégica que combine o melhor de ambos os tipos de investimentos. Enquanto a previdência privada oferece segurança e benefícios fiscais em um período de investimentos mais longo, a carteira de investimentos independente proporciona diversidade de aplicações, flexibilidade e potencial de alta rentabilidade nas mais diversas classes de investimentos, dos mais arrojados aos mais conservadores.

A chave está em encontrar o equilíbrio certo entre essas duas opções, considerando o perfil de risco, os objetivos financeiros e as necessidades individuais de cada investidor. Ao diversificar e integrar ambas as estratégias, é possível construir uma base sólida para garantir uma aposentadoria tranquila e próspera. E, claro, consultar um profissional financeiro pode ajudar a encontrar a combinação ideal para alcançar seus objetivos financeiros de longo prazo.

Me siga no Instagram: @andressabergamo.avg e @avg.capital.

https://files.sunoresearch.com.br/n/uploads/2023/04/1420x240-Planilha-vida-financeira-true.png

Nota

Os textos e opiniões publicados na área de colunistas são de responsabilidade do autor e não representam, necessariamente, a visão do Suno Notícias ou do Grupo Suno.

Andressa Bergamo
Mais dos Colunistas
Tiago Ferreira Alternativos sempre, diversificação também

É sabido que o cenário global aponta para um período de taxas de juros mais elevadas, possivelmente mais prolongado do que estava previsto. Adicionalmente, o forte des...

Tiago Ferreira
Rodrigo Vieira A receita do investidor de sucesso

Após 17 anos investindo, eu aprendi com os meus erros, o que os grandes investidores já diziam há décadas em seus livros e/ou biografias sobre as principais caracterís...

Rodrigo Vieira

Compartilhe sua opinião