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Cogna (COGN3) tem lucro ajustado de R$ 6,4 milhões, queda de 86% no ano

Cogna (COGN3) tem lucro ajustado de R$ 6,4 milhões, queda de 86% no ano
Foto: Pixabay

A Cogna (CONG3) registrou no primeiro trimestre de 2021 um lucro líquido ajustado de R$ 6,49 milhões, número 86,1% menor do que os R$ 46,8 milhões registrados no mesmo período de 2020. Considerando efeitos não recorrentes, como os gastos com reestruturações de subsidiárias, a Cogna teria registrado um prejuízo de R$ 90,9 milhões, crescendo 132,5% na base anual.

   

A companhia de educação continua a sentir os impactos da pandemia da Covid-19 e da crise econômica – a receita líquida caiu 22% na base anual, para R$ 1,2 bilhão. “As dificuldades relacionadas à pandemia ainda persistem, e isto ofuscou parte dos nossos esforços. A captação do ensino presencial continuou bastante pressionada”, diz a Cogna em seu balanço, publicado na manhã desta sexta-feira (14).

A Cogna defende, entretanto, que seu processo de reestruturação da Kroton, seu principal negócio, começou a dar resultados. A margem Ebitda recorrente da subsidiária para o ensino superior avançou 9,3 pontos percentuais após a desativação de alguns campus e terceirização de outros.

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O Ebitda recorrente (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Kroton cresceu ficando em R$ 210 milhões, ante R$ 178 milhões no mesmo período de 2020, a despeito da queda de 19% da receita na mesma base.

Houve ainda crescimento na captação de alunos de 5%, com o segmento 100% digital avançando 42% em volume e 43% em receita na base anual. O segmento híbrido teve crescimento de 15% em receita. O ticket médio, porém, recuou, uma vez que os cursos EAD são mais baratos.

“A reestruturação promovida no segundo semestre de 2020 trouxe uma série de ganhos operacionais que, combinados à saúde das nossas contas a receber (que gerou menor necessidade de provisionamento para créditos de liquidação duvidosa (PCLD), levaram a um aumento de 9,3 pontos percentuais na margem EBITDA recorrente”, explicou a companhia sobre a Kroton.

Na Vasta, o impacto da pandemia também foi sentido, apesar de a subsidiária da Cogna ter conseguido 456 novas escolas como parceiras, chegando a 4.623, e com mais alunos subscritos, com alta de 14%, superando a marca de 1,5 milhão.

A empresa aponta, porém, que houve um menor volume de vendas de livros ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), em função da sazonalidade, e também um maior índice de reutilização dos livros didáticos, o que seria normal em tempos de crise econômica.

A receita líquida da Vasta, segundo principal negócio da Cogna, recuou 30,2%, para R$ 280,8 milhões. Os custos dos produtos vendidos caíram 29,9%, para R$ 114,1 milhões, mas as despesas operacionais e com vendas e marketing avançaram, respectivamente, 33,7% e 25,2% – o Ebitda recorrente caiu 58,7% e a margem Ebitda recuou 15,3 pontos percentuais, para 22,2%.

 

Cogna conseguiu cortar custos

De forma geral e consolidada, a Cogna viu seus custos caírem 31,8%, para R$ 346,2 milhões, suas despesas operacionais recuarem 1,6%, para R$ 230,5 milhões, e seus gastos com provisões diminuírem 23,2%, para R$ 164,3 milhões.

Apesar do melhor resultado operacional do seu principal negócio, a Kroton, a Cogna viu seu Ebitda recorrente recuar 16,9%, para R$ 365,8 milhões – a despeito de a margem da holding também ter melhorado na base anual.

A empresa conseguiu, por último, melhorar suas perdas com depreciação e amortização, que caíram 8,9%, para R$ 263,2 milhões, e seu resultado financeiro, que foi negativo em R$ 175,3 milhões, número 22,7% menor do que o registrado no mesmo período de 2020.

Nos menores gastos financeiros, destaque para o fato de a Cogna ter diminuído consideravelmente seus gastos com juros, após reduzir sua dívida líquida de R$ 4,9 bilhões no primeiro trimestre de 2020 para R$ 2,85 bilhões no deste ano, o que acabou também diminuindo sua alanvacagem financeira.

Vitor Azevedo

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