Cogna (COGN3) teve resultados com números mistos e pode valorizar 62%, diz BB-BBI

Cogna (COGN3) teve resultados com números mistos e pode valorizar 62%, diz BB-BBI
Cogna Day segue com aposta no ensino digital - Foto: Divulgação

A Cogna (COGN3) apresentou na última quinta (11) seus resultados do terceiro trimestre de 2021, que demonstraram números mistos. Para especialistas do BB Investimentos, a recomendação de compra das ações da companhia é neutra, com preço-alvo para 2022 de R$ 4,50.

Apesar disso, o relatório do BB-BBI reconhece que as ações da Cogna ainda podem valorizar 62,5%. Mas outros fatores negativos pesam na balança e equilibram expectativas. Não por acaso, o desempenho das ações continua extremamente negativo, com perda de mais de 40% do seu valor de mercado em 2021.

Alguns indicadores refletem o resultado misto, como o prejuízo líquido diminuindo de R$ 162,9 milhões no terceiro trimestre de 2020 para R$ 121,9 milhões entre julho e setembro deste ano, uma redução de 25,2%. Por outro lado, a análise considera que o aumento de despesas financeiras no 3T21 neutralizou parcialmente estes efeitos.

Mesmo com redução da receita consolidada (de R$ 1,25 bilhões para R$ 1,16 bilhões), devido ao recuo na base de alunos no ensino superior presencial, a Cogna demonstrou continuidade na dinâmica de recuperação da rentabilidade, comprovada pela melhora do EBITDA recorrente e da geração de caixa operacional após investimentos (capex), afirma o BBI.

“O EBITDA (lucro antes de juros, impostos depreciação e amortização) recorrente cresceu 2,7%, com margem de 20,1%, refletindo resultados da reestruturação em Kroton, a melhora da adimplência (+8,0 p.p. a/a na comparação do período acumulado de 9M), além de maior eficiência de despesas corporativas e com marketing.”

Cogna demonstra recuperação do setor educacional

A captação de alunos de graduação no presencial cresceu 24,5% a/a, recuperação importante após trimestres bastante desafiadores em razão da pandemia, enquanto a tendência de crescimento do ensino digital se manteve forte, com alta de 40,3% a/a.

A evasão no presencial também foi satisfatória na comparação anual, com queda de 9,3 p.p., o que pode indicar o retorno do interesse dos alunos, em linha com o avanço da vacinação e o maior controle da pandemia. A taxa de evasão do ensino digital da Cogna, por outro lado, cresceu 0,8 p.p. a/a, movimento natural após um período com forte volume de captação e cuja tendência deve se manter no 4T21.

Na pós-graduação (que a partir deste trimestre foi consolidado em Kroton) também houve crescimento relevante na captação (+58,6% a/a), com redução de 12,8% da evasão na mesma base de comparação.

Na educação básica, houve a conclusão da transação com a Eleva em outubro — a Cogna vendeu as escolas próprias da Saber para o grupo Eleva e adquiriu os Sistemas de Ensino Eleva, em linha com a estratégia asset light da empresa.

Bruno Galvão

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