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ByteDance, dona da TikTok, decide suspender IPO após alerta da China

ByteDance, dona da TikTok, decide suspender IPO após alerta da China
TikTok. Foto: Pixabay

A ByteDance, controladora do aplicativo TikTok, decidiu suspender indefinidamente sua oferta pública inicial de ações (IPO, em inglês) após oficiais do governo chinês terem alertado a empresa sobre riscos de seguranças de dados. A informação foi divulgada pelo The Wall Street Journal.

A gigante da mídia social com sede em Pequim, avaliada pela última vez em US$ 180 bilhões em uma rodada de financiamento em dezembro, estava analisando realizar uma oferta nos Estados Unidos ou em Hong Kong.

No entanto, o fundador da dona do TikTok, Zhang Yiming, decidiu que seria mais sensato suspender os planos após reuniões com reguladores de seguranças de dados da China.

Essa movimentação da ByteDance acontece em contraste com a Didi, controladora da 99 no Brasil, que após realizar seu IPO na bolsa de Nova York, que levantou US$ 4,4 bilhões, teve que, por determinação da China, suspender seu aplicativo no país.

Agora a Didi é alvo de investigação do órgão regulador da internet do país que alegou que o aplicativo violou as leis de coleta e uso de informações pessoais.

Na semana passada, a China havia anunciado também que investigaria outras duas empresas que acabaram de entrar na bolsa dos Estados Unidos, a Full Truck Alliance, plataforma de transporte, e a Kanzhun, plataforma de busca de emprego.

De acordo com o veículo norte-americano, a preocupação de Pequim é que os dados coletados por empresas de tecnologia da China podem ser comprometidas com uma listagem no mercado acionário dos Estados Unidos.

O regulador de valores mobiliários na China, semelhante à CVM no Brasil, informou que está elaborando regras que podem exigir que as empresas registradas no exterior busquem aprovação regulatória antes de vender ações em mercados estrangeiros, com atuação em conjunta ao órgão regulador da internet para garantir que suas ofertas não comprometam a segurança nacional.

Reguladores da China estavam preocupados em como a dona do TikTok coletava os dados

Antes, as empresas chinesas não precisavam da permissão da autorização do órgão regulador para listar seus papéis no exterior. Mas foi no final de 2020, mediante ao aprofundamento das tensões entre os EUA e a China que o governo começou a exigir que algumas companhias informassem sobre possível listagens no exterior.

No caso da ByteDance, os reguladores estavam durante as reuniões ansiosos para entender como coletava, armazenava e gerenciava dados, conforme fontes do jornal.

A dona do TikTok possui outros aplicativos usados por centenas de milhões de pessoas na China, incluindo o aplicativo de vídeo curto Douyin e Jinri Toutiao. As informações pessoais coletadas por esses aplicativos podem incluir números de telefones celulares, aniversários, nomes reais e números de identificação.

Poliana Santos

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