Fusão no agro: Bunge e Viterra se unem em gigante agrícola de R$ 145 bilhões

A Bunge, companhia americana entre as maiores no agronegócio mundial, oficializou uma união com a Viterra para formar uma gigante agrícola no mercado mundial. O acordo é calculado em US$ 30 bilhões (na cotação atual no dólar, R$ 145,65 bilhões).

A Viterra, que tem a Glencore como sua principal acionista, fará uma troca de ações e capital com a Bunge para consolidar o negócio:

  • 65,6 milhões de ações da Bunge, equivalente a US$ 6,2 bilhões serão pagos à Viterra;
  • Mais, aproximadamente US$ 2 bilhões em dinheiro também vão para a empresa;
  • A Bunge deve assumir dívida de US$ 9,8 bilhões da Viterra;
  • Bunge também recomprará US$ 2 bilhões em suas ações.

O pagamento será composto por 75% em ações da Bunge e 25% em dinheiro. A Viterra inicialmente terá uma participação de 30% na nova empresa, que aumentará para 33% com a recompra de ações da Bunge posteriormente.

Equilíbrio entre cadeias de produção e sustentabilidade: Bunge e Viterra

Os CEOs de ambas as empresas expressaram sua satisfação com a transação e a potencial nova gigante do agronegócio. De acordo com o CEO da Bunge, Greg Heckamn, essa fusão é um acelerador das estratégias da empresa, uma vez que conecta as principais regiões de produção do mundo às áreas de consumo de crescimento mais rápido, além de beneficiar toda a a cadeia de produção. De agricultores aos clientes finais, haverá um equilíbrio maior da perspectiva geográfica e sobre a produção de insumos de diferentes origens.

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No ponto de vista do CEO da Viterra, David Mattiske, a combinação das redes de origem, processamento e distribuição das empresas coloca-as em um posicionamento para atender à crescente demanda por produtos alimentícios, rações e combustíveis.

Além disso, Mattiske destaca o papel de liderança que desempenharão no futuro da indústria agrícola, trabalhando para desenvolver cadeias de suprimentos rastreáveis ​​e sustentáveis. Dessa forma, as empresas juntas podem caminhar em direção a operações neutras em carbono e estabelecendo uma forte plataforma de crescimento para seus negócios combinados.

Essa fusão é segunda tentativa de um acordo entre as a Bunge e a Viterra, após a segunda ter feito uma oferta de aquisição de US$ 11 bilhões da Bunge em 2017, rejeitada na época. A Viterra expandiu recentemente seu negócio nos Estados Unidos com a aquisição da Gavilon por US$ 1,1 bilhão.

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Camila Paim

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