Semana do ESG

BTG reforça compra da Arezzo (ARZZ3) e vê grande potencial de valorização

BTG reforça compra da Arezzo (ARZZ3) e vê grande potencial de valorização
Loja da Arezzo. Foto: Reprodução

Em relatório publicado nesta quarta (29), o BTG Pactual reforçou a recomendação de compra das ações da Arezzo (ARZZ3) e projetou quase o dobro do valor atual das ações, com um preço-alvo de R$ 103 – valor que representa potencial de alta de 67,5% em relação ao preço atual das ações.

Nesta quinta (30), os papéis da Arezzo fecharam com alta de 1,37%, cotados a R$ 69,55.

A companhia, em reunião dos diretores com a análise do banco, reiterou a solidez de sua estrutura de supply chain, e tem como meta a produção de 25% de calçados em suas fábricas, ante 16% atualmente.

Além disso, a recém aquisição das empresas Sunset e HG tem potencial para aumentar também a produção de bolsas. Estas já eram fornecedoras da Arezzo&Co e têm capacidade para produzir mais de 300 mil bolsas por ano.

Outro fator a ser aprimorado pela Arezzo é a modernização das fábricas para melhorar a produtividade, aproveitando a expertise da Sunset para exportar para novos mercados.

“Há anos a Arezzo é vista como uma empresa premium no varejo brasileiro, justificando seu valuation mais caro, com uma execução superior na gestão de marcas e a operação bem-sucedida de seu modelo de franquia asset-light”, afirma o relatório.

Nesse modelo, a empresa agora está expandindo para uma ‘casa de marcas’, após comprar recentemente as marcas Reserva, Troc, BAW e Carol Bassi (além do contrato de licenciamento com a Vans desde 2019).

O Plano Estratégico 2022 da Arezzo tem três pilares:

  • a expansão no segmento de vestuário feminino (mercado endereçável de R$ 15 bilhões), tanto de forma inorgânica com a aquisição da marca Carol Bassi, quanto com o lançamento da linha de vestuário lifestyle da Schutz;
  • o crescimento internacional mais rápido;
  • e a expansão orgânica das marcas (com guidance para cerca de 80 aberturas líquidas em 2022 em todas as marcas).

Arezzo: consumo de alta renda impulsiona resultados

O relatório enfatiza, ainda, que o consumo da alta renda segue impressionando com seus resultados: “Os maiores varejistas (mais capitalizados) têm vantagens comparativas na forma de melhor acesso à indústria e menores impactos do aumento das taxas de juros”, diz a análise do BTG.

“Os danos da inflação também podem ser gerenciáveis, principalmente se as taxas de juros mais altas e as melhorias na cadeia de suprimentos trouxerem os preços de volta ao controle”, destaca o relatório.

Nesse sentido, a tese positiva do banco reflete a expansão resiliente no mercado local, auxiliado pelo crescimento do e-commerce e pela multicanalidade nos próximos anos, além da recuperação do consumo das classes de renda mais alta e do poder de precificação da ARZZ3; as novas marcas recém-adquiridas – e os melhores resultados da operação nos EUA, graças aos canais de atacado e e-commerce e o reposicionamento de preços desde 2020.

“A preços atuais, após a recente correção – as ações ARZZ3 caíram 22% nos últimos três meses -, vemos a Arezzo negociando em 20x P/L 2022 e 15x P/L 2023, com um ponto de entrada atraente apesar de um mercado local volátil”, conclui a análise do banco.

Redação Suno Notícias

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