Brava (BRAV3): B3 suspende prazo para parecer sobre OPA da Ecopetrol

A Brava Energia (BRAV3) informou na noite desta terça-feira (9) que a B3 autorizou a suspensão do prazo para a divulgação do parecer do conselho de administração sobre a oferta pública de aquisição de ações (OPA) lançada pela colombiana Ecopetrol.

Segundo comunicado ao mercado, o prazo de 15 dias para a manifestação do colegiado ficará suspenso até a publicação de um aditamento ao edital da oferta. Após a divulgação do documento, o parecer deverá ser apresentado com antecedência mínima de cinco dias úteis em relação à data prevista para o leilão da OPA da Brava Energia.

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A decisão ocorre em meio às discussões envolvendo a proposta da Ecopetrol para assumir o controle da petroleira brasileira. Uma reportagem da revista Veja, publicada nesta quarta-feira (10), informou que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) solicitou esclarecimentos sobre diferentes aspectos da transação, incluindo a estrutura da operação, negociações com ações da companhia e a diferença entre os preços envolvidos na oferta.

Relembre a oferta da Ecopetrol pela Brava Energia (BRAV3)

A Ecopetrol anunciou em maio uma oferta pública para adquirir até 116,1 milhões de ações ordinárias da Brava Energia, o equivalente a aproximadamente 25% do capital social da companhia, ao preço de R$ 23 por ação.

A operação complementa acordos privados celebrados anteriormente com acionistas da petroleira. Somadas às participações já adquiridas, as compras podem elevar a fatia da estatal colombiana para 51% do capital social da Brava, garantindo o controle da empresa.

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A estrutura da transação foi viabilizada após uma alteração estatutária aprovada pela Brava no ano passado. A companhia eliminou a chamada poison pill, mecanismo que obrigava investidores que atingissem uma participação relevante a realizar uma oferta para aquisição de 100% das ações em circulação.

Com isso, a Ecopetrol pôde estruturar uma OPA parcial, limitada à quantidade necessária para alcançar o controle da companhia, sem a necessidade de estender a oferta a todos os acionistas.

A operação, contudo, tem sido alvo de questionamentos no mercado. Entre os pontos que estariam sendo analisados pela CVM estão a caracterização da transação como formação ou transferência de controle, eventuais operações com ações da Brava (BRAV3) realizadas antes e depois do anúncio e a diferença entre os valores pagos aos acionistas vendedores do bloco relevante e o preço oferecido aos demais investidores na OPA.

Giovanna Oliveira

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