Braskem (BRKM5) opera em queda de 4% após prejuízo de R$ 1,4 bi

Braskem (BRKM5) opera em queda de 4% após prejuízo de R$ 1,4 bi
As ações da Braskem (BRKM5) operam em queda nesta manhã, após o balanço do terceiro trimestre registrar novo prejuízo.

As ações da Braskem (BRKM5) operam em queda na manhã desta quarta-feira (11), após o balanço do terceiro trimestre da empresa registrar um prejuízo de R$ 1,4 bilhão no período. Um ano antes, as perdas tinham sido de R$ 888 milhões. Por volta das 11h20, os papéis da empresa tombavam 4,76%, para R$ 24,21, enquanto o Ibovespa caía 0,20%.

Segundo a direção da Braskem, o resultado é explicado sobretudo pela provisão adicional referente ao desastre ambiental de Alagoas, no montante de R$ 3,56 bilhões, e do impacto da variação cambial no resultado financeiro sobre a exposição líquida de US$ 2,67 bilhões (cerca de R$ 14,44 bilhões na cotação atual).

Ademais, a empresa disse que os valores referentes a Maceió podem sofrer novas atualizações futuramente. “No presente momento, ainda não é possível prever o desfecho desses estudos ou sua potencial implicação em desembolsos adicionais aos gastos já provisionados pela companhia”, diz o balanço.

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A petroquímica salientou que está em discussões com as autoridades envolvidas no caso para firmar um acordo que dê “maior segurança jurídica” ao seu plano de ações em estudo, com a suspensão ou extinção dos processos existentes.

BTG enxerga ‘retorno impressionante’ da Braskem após primeiro semestre ruim

O BTG Pactual (BPAC11) classificou os resultados da Braskem como “impressionantes” após um sombrio primeiro semestre. O banco de investimento pontua que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 3,8 bilhões, maior que todo o período entre janeiro e junho, que registrou menos de R$ 3 bilhões.

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“Os resultados refletem principalmente os spreads de nafta” que a instituição havia estimado, conforme os analistas Pedro Soares e Thiago Duarte. Eles também pontuam uma mistura mais favorável em vendas no Brasil além dos spreads maiores em polipropileno nos Estados Unidos. O forte crescimento de 2% nos volumes consolidados de ano para ano ficou em linha com o projetado pelo banco, em função da rápida recuperação da atividade industrial norte-americana.

“Depois de ver a alavancagem financeira (dívida líquida/Ebitda) subir para 7,1 vezes no primeiro semestre, o terceiro trimestre não mostrou melhores spreads como nas margens operacionais com a melhora do capital de giro“, disseram os analistas.

Com isso, a Braskem registrou uma geração de fluxo de caixa livre de US$ 179 milhões no período. Isso também ajudou a reduzir a alavancagem líquida para 5 vezes o Ebitda, “trazendo alívio para o que acreditamos ser uma das maiores preocupações dos investidores”.

Embora acredite que o mercado possa demonstrar uma reação positiva nas ações por conta do bom resultado, o BTG permanece com uma recomendação neutra para a Braskem, com preço-alvo de R$ 28. Segundo o banco, os ruídos políticos de Alagoas e Pemex, além dos ainda desconhecidos impactos do coronavírus reforçam a tese de receio com os papéis da petroquímica.

Jader Lazarini

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