BR Distribuidora é privatizada após venda de ações pela Petrobras

BR Distribuidora é privatizada após venda de ações pela Petrobras
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A BR Distribuidora teve 30% de suas ações vendidas pela majoritária Petrobras. O valor da venda foi de aproximadamente R$ 8,6 bilhões. Com a operação, a subsidiária passou a não ser mais uma estatal. A venda foi aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras, na noite da última terça-feira (23).

Um item presente no acordo pode fazer com que a venda das ações da BR Distribuidora ainda suba para 35% do capital da empresa.  Dessa forma, a quantia pode chegar a R$ 9,6 bilhões. Estes valores podem ajudar a Petrobras a diminuir suas dívidas. Sendo assim, a Petrobras irá deter, agora, 41,25% do capital da subsidiária.

O processo também faz parte do plano de desinvestimentos da estatal petroleira. Esse é um dos objetivos do governo de Jair Bolsonaro: incentivar as privatizações e agilizar o processo de venda de ativos.

Para conseguir efetuar esse tipo de negócio, Bolsonaro conta com a ajuda de Paulo Guedes, ministro da Economia.

BR Distribuidora

A subsidiária da Petrobras soma 7.700 postos de combustível e atua em 99 aeroportos. Entretanto, com a operação anunciada na última terça, a Petrobras passa a não ter mais controle sobre a distribuidora.

No mês passado, a estatal petroleira também vendeu uma gigante fatia das operações da TAG por um valor de R$ 33 bilhões. A TAG é uma companhia de gasodutos, que era mais uma das subsidiárias da Petrobras.

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Próximas vendas da Petrobras

A Petrobras deve continuar seu processo de desinvestimento, para focar no pré-sal. O que deve ser feito agora é a venda de oito refinarias da empresa. Além disso, a distribuidora Liquigás também deve ter parte vendida pela estatal petrolífera.

Ademais, completam esta lista de desinvestimentos:

  • Redes de postos em outros países;
  • Usinas Térmicas;
  • Campos de petróleo maduros em terra e águas rasas.

Em uma entrevista ao site da “Exame”, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, assegurou que quer ter uma companhia focada na exploração em águas profundas. Dessa forma, para ele, a empresa terá mais lucro e, consequentemente, menos dívidas.

Juliano Passaro

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