Bolsas asiáticas fecham em queda com recuperação da China em foco; Europa avança

As bolsas asiáticas fecharam em queda majoritária nesta segunda-feira (05), com o mercado chinês estendendo o mau humor da semana passada, apesar de dados apontarem expansão no setor de serviços.

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Esse cenário pode influenciar nas negociações do Ibovespa hoje. Na sexta-feira (02), o índice fechou em queda de 1,01%, aos 127.182,25 pontos.

Hoje, na China continental, o índice Xangai Composto caiu 1,02%, a 2.702,19 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto sofreu queda de 3,93%, a 1.433,10 pontos, ampliando perdas da última semana, em meio às persistentes dúvidas sobre a capacidade de recuperação da segunda maior economia do mundo, ainda que Pequim tenha anunciado recentes medidas de estímulos, incluindo um corte na taxa de compulsório bancário que entrou em vigor hoje.

Pesquisa da S&P/Global Caixin mostrou que o PMI de serviços chinês diminuiu levemente em janeiro, para 52,7, mas se manteve acima da barreira de 50 que indica expansão de atividade.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi recuou 0,92% sem Seul, a 2.591,31 pontos, e o Hang Seng caiu 0,15% em Hong Kong, a 15.510,01 pontos. As exceções positivas foram o japonês Nikkei, que avançou 0,54% em Tóquio, a 36.354,16 pontos, com a ajuda de ações dos setores automotivo e financeiro, e o Taiex, que subiu 0,20% em Taiwan, a 18.096,07 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no vermelho, à espera de decisão do juros do banco central do país – conhecido como RBA -, a ser anunciada na madrugada desta terça-feira (06). O S&P/ASX 200 caiu 0,95%, em Sydney, a 7.625,90 pontos, após atingir máxima histórica no pregão anterior.

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Europa opera em alta

As bolsas europeias têm alta majoritária na manhã desta segunda-feira, enquanto investidores digerem balanços e dados econômicos locais, assim como comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell. Em Milão, a ação do UniCredit dispara após o banco italiano anunciar um forte aumento na distribuição de capital para acionistas.

Confira o desempenho dos índices por volta das 07h55:

Londres (FTSE100): +0,37% a 7.643 pontos
Frankfurt (DAX): +0,19% a 16.950 pontos
Paris (CAC 40): +0,12% a 7.601 pontos
Madrid (Ibex 35): -0,11% a 10.052 pontos
Europa (Stoxx 50): +0,21% a 4.664 pontos

A questão da política monetária dos EUA voltou ao foco após Powell reiterar, em entrevista à CBS transmitida na noite de domingo (04), que é improvável que o Fed comece a reduzir juros em março. No fim da semana passada, dados fortes do mercado de trabalho dos EUA consolidaram apostas de que um primeiro corte dos juros americanos talvez venha apenas em maio.

No noticiário corporativo, o UniCredit anunciou que pretende distribuir a seus acionistas 8,6 bilhões de euros referentes a 2023, ou 3,35 bilhões de euros a mais do que um ano antes, após superar expectativas de lucro no quarto trimestre do ano passado. A ação do banco italiano saltava 10,3% em Milão.

Já na área macroeconômica, o PMI de serviços da zona do euro caiu para 48,4 em janeiro, confirmando leitura preliminar e indicando o que o setor segue em contração. Na Alemanha, o mesmo PMI recuou para 47,7 no mês passando abaixo, ficando bem abaixo do cálculo inicial. No Reino Unido, por outro lado, o PMI de serviços não apenas subiu a 54,3 em janeiro, indicando expansão, como ficou bem acima do primeira estimativa.

Ainda na zona do euro, o índice de preços ao produtor (PPI) teve queda anual de 10,6% em dezembro, aprofundando deflação vista no mês anterior.

*Com informações da Dow Jones Newswires e Estadão Conteúdo

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Guilherme Serrano Silva

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