BlackRock eleva participação acionária na Vale

A Vale (VALE3) informou o mercado, na última quarta-feira (18), que o fundo estadunidense BlackRock aumentou sua participação na mineradora.

A gestora de recursos norte-americana passou a administrar, de forma agregada, 208 milhões de ações ordinárias (ON) e 57 milhões de American Depositary Receipts (ADRs) representativos de ações ON da Vale, totalizando 266 milhões de ações.

No comunicado, a empresa norte-americana ressalta que a operação não tem por objetivo alterar o controle acionário ou a estrutura administrativa da empresa.

Vale apresenta lucro de R$ 6,4 bi no 3T19

A Vale registrou um lucro líquido de R$ 6,461 bilhões (US$ 1,654 bilhão) no terceiro trimestre de 2019. O resultado reverteu o prejuízo de R$ 519 milhões (US$ 133 milhões) dos três meses anteriores. Em relação ao mesmo período de 2018, a alta no lucro foi de 17,47%.

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A Vale também contabilizou nos resultados do 3º trimestre US$ 225 milhões em despesas referentes ao rompimento da barragem de Brumadinho. A mineradora informou que, até o momento, foram desembolsados R$ 2,25 bilhões em compensações por danos materiais e morais, individuais e coletivos.

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Os analistas do mercado previam um lucro líquido de R$ 10,9 bilhões e um lucro operacional de R$ 23 bilhões para a empresa no terceiro trimestre de 2019.

Além disso, no acumulado de 2019, apesar do resultado positivo trimestral, a Vale tem um prejuízo líquido de R$ 503 milhões. Um resultado gerado principalmente pelas provisões e despesas ligadas a ruptura da barragem de Brumadinho.

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O rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão, ocorrido no dia 25 de janeiro, destruiu uma enorme área na cidade mineira de Brumadinho. Até o momento foram contabilizados 251 mortos por causa da tragédia. No total, em 2019 a Vale gastou R$ 24,1 bilhões por causa da tragédia. O prejuízo líquido atribuído aos acionistas foi de R$ 264 milhões no ano.

Jader Lazarini

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