Black Friday do Magazine Luiza (MGLU3), Via (VIIA3) e Americanas (AMER3): Veja como as empresas se prepararam

Black Friday do Magazine Luiza (MGLU3), Via (VIIA3) e Americanas (AMER3): Veja como as empresas se prepararam
Black Friday. Foto: Pixabay

A sexta-feira mais esperada do ano para os consumidores chegou. A Black Friday que promete descontos e promoções “imperdíveis” acontece hoje mas a preparação das varejistas como Magazine Luiza (MGLU3), Via (VIIA3) e Americanas (AMER3) vem ocorrendo há um bom tempo. Isso porque essa data é de extrema importância para as empresas pois elas conseguem um alto ticket médio, uma vez que o consumidor se prepara financeiramente o ano inteiro para fazer compras.

Com base nisso, o Magazine Luiza focou no segmento de produtos premium para tentar a maior Black Friday da sua história. A gigante do e-commerce começou a se preparar para no final do terceiro trimestre do ano passado. O primeiro ponto de atenção foi a garantia de estoques. Hoje a economia global enfrenta enfrenta uma escassez de chips no mercado — necessário ao funcionamento desde smartphones a geladeiras modernas.

Dentro da classe de eletrônicos, o Magalu projetou uma demanda aquecida de artigos do segmento premium, entre os quais:

  • iPhones;
  • Televisões acima de 82 polegadas, OLEDs e QLEDs;
  • Samsung S21;
  • Refrigeradores de alto padrão da Samsung, da Brastemp;
  • Notebooks core i5, core i7;
  • Notebooks gamers.

Além das categorias, o Magazine Luiza oferecerá produtos de importação direta para o segmento de utilidade doméstica, incluindo pratos, panelas, talheres e mais produtos exclusivos, com os quais a empresa nunca havia trabalhado.

O Magazine Luiza ampliou o prazo de ofertas para o mês inteiro com a campanha “Agora ou Nunca“, a partir da qual liberará diariamente descontos de até 80% em todas as categorias. As ofertas duram apenas 24 horas e valem tanto nas lojas físicas, como no site e no superapp. As ofertas antecipadas não voltarão mais baratas no dia da Black Friday.

Além disso, o Magalu se uniu com a construtora MRV (MRVE3) para vender apartamentos com descontos durante a Black Friday.

Via reforça estoques para sexta-feira de promoções

Assim como o Magalu, há meses que a Via vem trabalhando o abastecimento do seu estoque de produtos, por causa da crise na cadeia de suprimentos em meio à pandemia e também pela preparação da Black Friday e as festas natalinas.

De acordo com  o CEO Roberto Fulcherberguer, o setor de varejo passa por um período agressivo em vista da maior concorrência e deve se manter assim neste período de Black Friday. Porém, a expectativa da Via é que as vendas da Black Friday sejam tão fortes quanto os últimos anos ou até maiores. “Temos promoções e estoque para isso”, disse o CEO.

No ano passado, as vendas da Via foram recordes, somando R$ 3 bilhões. Já no ano anterior, 2019, o valor foi de R$ 2,2 bilhões. De acordo com a dona das Casas Bahia, as vendas online cresceram 99% em 2020 e responderam por 62,4% das vendas do período.

Para esse ano, a presença em diversas plataformas também é uma das apostas da varejista. De acordo com Fulcherberguer, a Black Friday da Via vai envolver todo o sistema de vendas da companhia, com live commerce, marketplace, lojas físicas, “Me Chama no Zap”.

Para esse ano, a presença em diversas plataformas também é uma das apostas da varejista. De acordo com Fulcherberguer, a Black Friday da Via vai envolver todo o sistema de vendas da companhia, com live commerce, marketplace, lojas físicas e o aplicativo “Me Chama no Zap”.

Americanas turbina Black Friday com aquisições

Já a Americanas vai em outra linha, a varejista não aposta em produtos bombásticos, mas na solidez de suas aquisições mais recentes, como Natural da Terra, Puket e Imaginarium.

Embora existam ofertas de produtos das novas marcas do grupo, ainda não se trata de uma integração completa. O Natural da Terra, com o apelo de saudabilidade e grande recorrência, já entrou na plataforma da Americanas.  Mas não se trata uma integração de sistemas e processos: é como se o Natural da Terra fosse mais uma loja dentro do marketplace (espécie de shopping virtual). Esse modelo valerá também para outras marcas adquiridas.

Uma das principais novidades planejadas para a data – um avião cargueiro pintado com o logotipo da Americanas, que seria responsável por abastecer mais rapidamente a região Nordeste – foi adiada, mas a empresa está fazendo, como suas concorrentes, uma forte aposta em lives : a Americanas recrutou a vencedora do BBB 21, Juliette, e o influenciador Felipe Neto. A empresa também vai sortear 250 pares de ingressos do Rock in Rio – uma “loteria” para seus quase 50 milhões de clientes.

Magalu, Via e Americanas apostam em redes sociais

Levantamento feito pela plataforma Buzzmonitor indica que o interesse pela Black Friday cresceu entre outubro e novembro nas redes sociais, como é comum neste período. Em um mês, as publicações no Instagram sobre o tema cresceram 3.900%. “De um lado algumas empresas estão cautelosas, mas de outro o cliente tenta tirar o atraso do que ele não fez durante a pandemia”, diz o consultor Jaime Troiano, da Troiano Branding. Mas o cenário exige ponderações.

O varejo vê o quadro ainda desolador. O setor que recuou 1,3% em setembro em meio à inflação em disparada coloca em dúvida a força de uma das datas mais esperadas do varejo. Diante do momento econômico difícil, o jeito está sendo apostar na força da comunicação para a Black Friday: desde o início deste mês, as marcas veiculam campanhas sobre a data na televisão, nas redes sociais e até em jogos de computador.

Nomes como Magazine Luiza, Via e Mercado Livre prometem nas campanhas facilidades como frete grátis, parcelamentos e descontos que vão de 20% até 70% nos produtos de plataformas digitais e em lojas físicas na Black Friday.

Poliana Santos

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