AGENDA

BB-BI inclui Vale (VALE3) e retira Sabesp (SBSP3) das recomendações

BB-BI inclui Vale (VALE3) e retira Sabesp (SBSP3) das recomendações
Prédio da Vale. Foto: Divulgação

O BB Investimentos divulgou nesta segunda (1º) as empresas que farão parte de sua carteira fundamentalista a partir de novembro. Entre as mudanças, está a inclusão da Vale (VALE3), Ambev (ABEV3) e Gerdau (GGBR4). Saem da carteira Isa teep (TRPL4), Rede D’Or (RDOR3) e Sabesp (SBSP3).

A mudança na carteira de recomendações do BB Investimentos se deve à visão dos analistas de que uma estratégia que privilegie as maiores capitalizações de mercado seja a mais segura na Bolsa. Segundo o relatório, as principais empresas da bolsa oferecem um perfil mais robusto de liquidez, além de serem mais competitivos em seus segmentos para preservação dos níveis de rentabilidade.

Veja quem entrou na carteira fundamentalista do BB Investimentos:

A carteira manteve as indicações de Embraer (EMBR3), Itaú (ITUB4), JBS (JBSS3), Petrobras (PETR4) e Santander (SANB11). Além da Cteep, Rede D’Or e Sabesp, saíram Hypera  (HYPE3) e Pague Menos (PGMN3).

Veja a opinião do BBI sobre Vale e Ambev

O BBI justifica que a recomendação da Vale considera a retomada da demanda de minério de ferro pela China, o preço da commodity retomando patamar normalizado, e a perspectiva de continuidade de recuperação da capacidade produtiva. Os analistas do BBI levaram em conta também os preços de metais básicos se sustentando em patamares mais altos no curto e médio prazo, impactos financeiros de Brumadinho mantidos conforme as estimativas e a preocupação com os aspectos de segurança e ambiental. Por fim, mencionam também a alta rentabilidade e geração de caixa, com pagamento consistente de dividendos.

Como riscos de investimento na Vale, o BBI relaciona a desaceleração da atividade industrial global mais forte que o esperado, queda nos preços internacionais do minério de ferro, atrasos relevantes da retomada de capacidade produtiva e incrementos substanciais de seus custos em relação ao patamar atual.

“Apesar dos resultados do 3T21 aquém do esperado, entendemos que as ações da Vale estão descontadas, após a forte correção desde meados de agosto. Acreditamos que as cotações devem se recuperar gradualmente, dada a qualidade do ativo e a evolução operacional e financeira apresentada pela companhia”, observam os analistas.

Para a Ambev, o relatório do BBI diz que, “diante da atual volatilidade e do cenário macroeconômico mais desafiador, a companhia se destaca por sua disciplina financeira e eficiência operacional, além da estratégia comercial recente que se mostrou acertada”. Com a perspectiva de reabertura maior da economia depois das medidas de restrição à mobilidade a social contra a disseminação da Covid-19, o BBI recomenda a compra das ações da Ambev e define preço-alvo de R$ 18,50.

O relatório argumenta que os principais pilares para o investimento na Ambev são a sua boa estratégia de crescimento, com foco novos produtos, caso das plataformas digitais de vendas Zé Delivery e BEES. A expectativa de recuperação do consumo em bares, restaurantes e grandes eventos como Carnaval e Réveillon também impulsiona a empresa. Como riscos, o relatório destaca a pressão inflacionária e a estratégia comercial de concorrentes limitando reajustes de preços e ganhos de participação de mercado.

Para a Gerdau, o BBI diz que a empresa segue apresentando resultados robustos, aproveitando-se da dinâmica favorável do setor de siderurgia nas regiões de operação da companhia. O momento tem suporte do forte consumo de aço pelos setores de construção e industrial, tanto no Brasil como nos Estados Unidos.

Já para a Alupar o relatório afirma que o reajuste de receita pelo IGP-M e IPCA e a finalização de novos projetos turbinam receita e geração de caixa, trazendo desalavancagem e perspectiva de maiores dividendos no médio prazo.

A análise também acredita que a RaiaDrogasil tem um modelo de negócios já testado em outros cenários desafiadores, além de combinar aceleração da expansão e manutenção da rentabilidade.

O BB Investimentos justifica que são dois os principais fatores para o valuation das companhias: o comportamento da curva de juros e a expectativa de crescimento econômico a partir de 2022. O primeiro ponto trata da dinâmica da inflação e política de juros do Banco Central e da elevação da percepção de risco no campo fiscal.

“No segundo ponto, o recuo da atividade tende a ser mais danoso às companhias mais cíclicas, cujo valor justo é assimetricamente atribuído às perspectivas de longo prazo”, diz o BB Investimentos, em perspectiva para a Vale, Ambev e outras.

Bruno Galvão

Compartilhe sua opinião

Comece 2022 investindo nos melhores Fundos Imobiliários

Baixar agora!