URGENTE

Banco do Brasil (BBAS3) é o ‘mais descontado’ do setor e Planner recomenda compra

Banco do Brasil (BBAS3) é o ‘mais descontado’ do setor e Planner recomenda compra
Ações do Banco do Brasil são negociadas em cerca de R$ 30, queda de 18,4% desde o início do ano - Foto: Divulgação/BB

Após a reunião com investidores do Banco do Brasil (BBAS3), conhecida como BB Day, as expectativas dos analistas do Planner aumentaram, com recomendação de compra para os papéis da estatal, com preço-alvo de R$ 43 por papel – ante R$ 30,60 de cotação atual.

“A estratégia do Banco do Brasil permanece centrada no cliente, nos negócios com sinergia, no controle das despesas, na busca por maior eficiência e lucratividade. Reiteramos que o BB é o banco mais descontado em relação aos seus principais concorrentes diretos, sendo negociado a 0,6x o seu valor patrimonial“, consta no relatório, assinado por Victor Luiz de F Martins, analista CNPI.

Na visão da administração da companhia, o preço atual das ações não reflete o valor justo, considerando o racional entre preço e lucro – que coloca a negociação das ações do Banco do Brasil em 50% de desconto em relação aos pares.

O número fica acima da média histórica de 25%, resultando num dividend yield proporcionalmente maior.

O payout aprovado pelo Conselho de Administração da companhia para o ano 2021 é de 40%, patamar sustentável para 2022, segundo o Planner.

Acima, Múltiplos P/L (x), P/VPA (x) e ROAE (%) e, abaixo, indicadores projetados pelo Planner - Foto: Reprodução/Planner
Acima, Múltiplos P/L (x), P/VPA (x) e ROAE (%) e, abaixo, indicadores projetados pelo Planner – Foto: Reprodução/Planner

“A definição do payout para 2022 deve considerar os aspectos relativos à reforma tributária, possível extinção dos juros sobre capital próprio (JCP), o tratamento do estoque de créditos tributários e o cronograma de pagamento ao Tesouro dos instrumentos híbridos de capital e dívida (IHCD). O Banco do Brasil segue focado na melhora dos resultados e no incremento de rentabilidade, buscando se aproximar dos seus principais concorrentes diretos”, consta no documento.

O banco teve um lucro ajustado de R$ 10 bilhões ao longo do primeiro semestre desse ano, com alta de 48% em relação à mesma lacuna no ano passado. Contudo, desde meados de dezembro de 2020, o papel desempenha abaixo do Ibovespa, com teto de R$ 38 nos últimos 12 meses e fundo de R$ 26.

Para a casa, o lucro é “explicado principalmente pela redução de 52% no custo do crédito e consequente elevação de 37% da margem financeira líquida”.

“Estimamos um lucro de R$ 18,4 bilhões para 2021 (ROAE de 12,8%) dentro do intervalo esperado, entre R$ 17 bilhões e R$ 20 bilhões (guidance). Ao final de junho de 2021 a inadimplência (NPL+90dias) era de 1,9% (nível mais baixo desde 2015), com um índice de cobertura de 326% (em patamar confortável)”, frisam os analistas.

Banco do Brasil captou US$ 750 milhões em bonds

Ainda recentemente o BB confirmou que fez uma captação internacional no dia 13 de setembro de US$ 750 milhões em títulos de dívida sênior (bonds), com vencimento em 30 de setembro de 2026 e cupom de 3,25% ao ano, cuja liquidação financeira ocorreu hoje.

Segundo o comunicado do banco, os recursos serão utilizados para a recompra de US$ 724,567 milhões de dívidas seniores emitidas anteriormente pelo Banco do Brasil com vencimento em 2022 (cupom de 3,875% a.a.).

Eduardo Vargas

Compartilhe sua opinião