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B3 (B3SA3) divulga maior lista de devedores da história, com 37 páginas

B3 (B3SA3) divulga maior lista de devedores da história, com 37 páginas
No ano já foram divulgadas outras listas, mas sempre com uma, duas ou três páginas - Foto: Divulgação B3

A B3 (B3SA3) divulgou uma lista de inadimplentes de 37 páginas com 1,5 mil nomes, batendo o recorde de devedores na bolsa até então.

A B3 vem divulgando com regularidade listas de inadimplentes e ressalta que, na grande maioria, são pessoas físicas.

Esta é a quarta lista que a B3 divulga somente neste mês de junho.

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No ano de 2021, já foram divulgadas mais de 40 listas, mas normalmente as anteriores tinham uma, duas ou três páginas.

Além disso, profissionais de corretoras e gestoras ressaltam que parte dos calotes ocorre com pessoas que operam alavancadas.

Em outras palavras, quando se opera tomando crédito e se perde o prejuízo é muito maior.

Com a queda de juros para mínimas históricas, a B3 teve recorde de pessoas físicas no acumulado de 2020, com crescimento de mais de 90%.

A Selic, contudo, sofreu novas alterações e deve subir ainda mais. A taxa atual, definida pelo Banco Central (BC) é de 3,5% ao ano.

Vale lembrar que ainda nesta semana uma nova reunião pode alterar a porcentagem.

Mas, mesmo com as possíveis mudanças, já são mais de 3,5 milhões de CPFs cadastrados no sistema da Bolsa de Valores, marca atingida ainda em abril.

B3 enfrentou problemas técnicos nesta semana

A B3 identificou problemas técnicos em sua área de tecnologia durante a madrugada do último pregão da semana, na sexta-feira (11). Com isso, a ocasião acarretou atraso na reconciliação de posições realizadas ontem.

Os problemas afetaram as posições e saldos de pessoas físicas e fundos de investimento, não refletindo em tempo real as operações realizadas um dia antes. A área técnica das corretoras atingidas passou as últimas horas em contato com a área de TI da B3 procurando corrigir os erros.

Bradesco, XP, BTG Pactual e UBS são algumas das corretoras que identificaram os problemas, que afetam contratos como os de mini índice e mini dólar na BM&F, por exemplo. Nesse sentido, também foram afetadas as posições de equity na B3.

Com informações do Estadão Conteúdo

Eduardo Vargas

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