Confiança da indústria aumentou, mostra pesquisa da FGV

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), apontou uma alta de 1,8 ponto em janeiro, atingindo 97,4 pontos. Esse é o melhor resultado desde agosto de 2022, quando atingiu 100,0 pontos. Na média móvel trimestral, o índice registrou um avanço de 2,2 pontos, chegando a 95,4 pontos.

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Conforme a sondagem, 15 dos 19 setores industriais pesquisados apresentaram aumento do ICI.

O levantamento também apontou que houve uma melhora nas perspectivas sobre a produção nos próximos três meses, com um aumento de 3,6 pontos, alcançando 99,3 pontos. A tendência dos negócios nos próximos seis meses também avançou 2,8 pontos, atingindo 96,5 pontos, o maior patamar desde setembro de 2022.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci) manteve relativa estabilidade, variando -0,1 ponto porcentual em janeiro, para 81%.

Para o economista do FGV/Ibre Stéfano Pacini, o resultado pode estar relacionado “a um cenário de facilitação de crédito, controle da inflação e de melhora na demanda durante o ano que se inicia”.

Plano para a indústria: R$ 300 bi em crédito e subsídios acentuam receio com quadro fiscal, dizem economistas

Em janeiro, o governo lançou um plano para a indústria brasileira, marcado pela defesa e incentivo, por parte da ala mais desenvolvimentista, do poder de indução do Estado na economia – sobretudo em áreas estratégicas, como a agenda verde.

Batizado de Nova Indústria Brasil, o pacote reedita políticas de antigas gestões petistas ao prever R$ 300 bilhões em financiamentos e subsídios ao setor até 2026, além de uma política de obras e compras públicas com incentivo ao conteúdo local (exigência de compra de fornecedores brasileiros).

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Economistas são críticos ao formato do plano, e apontam para a volta da política de estímulo à industrialização iniciado no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que priorizou empresas de setores específicos na chamada política de “campeãs nacionais”. O anúncio teve também impacto no mercado, contribuindo para a queda de 0,81% do Ibovespa, principal índice da Bolsa, e a alta de 1,23% do dólar (a R$ 4,98). Analistas falaram em risco de agravamento do quadro fiscal, no momento em que a meta da equipe econômica de fechar as contas deste ano com déficit zero já é vista com desconfiança.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, rebateu as críticas e defendeu a volta do investimento estatal, alegando que outros países também estão nessa trilha, enquanto o ministro da Casa Civil, Rui Costa, citou uma “criminalização” ao apoio do governo para o desenvolvimento da indústria. “Qual nação desenvolvida não está fazendo isso hoje em dia?”, questionou.

Com Estadão Conteúdo

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Redação Suno Notícias

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