Arrecadação de impostos soma R$ 149 bilhões em setembro, novo recorde

Arrecadação de impostos soma R$ 149 bilhões em setembro, novo recorde
Para o secretário especial da Receita Federal, José Tostes Neto, arrecadação reflete retomada - Foto: Pedro França/Agência Senado.

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 149,102 bilhões em setembro, novo recorde para o mês. O resultado representa um aumento real (descontada a inflação) de 12,87% na comparação com setembro do ano passado.

Em relação a agosto deste ano, houve crescimento real de 0,63% no recolhimento de impostos. O valor da arrecadação no mês passado foi o maior para meses de setembro da série histórica, que tem início em 1995.

O resultado veio acima da mediana de R$ 147,70 bilhões das expectativas do mercado financeiro na pesquisa Projeções Broadcast e dentro do intervalo das previsões (R$ 128,20 bilhões a R$ 151,50 bilhões).

No acumulado do ano até setembro, a arrecadação federal somou R$ 1,348 trilhão, também o maior volume para o período da série iniciada em 1995.

O montante ainda representa um avanço real de 22,30% na comparação com os primeiros nove meses de 2020.

Desonerações

As desonerações concedidas pelo governo resultaram em uma renúncia fiscal de R$ 69,122 bilhões nos primeiros nove meses deste ano, valor inferior ao do mesmo período do ano passado, quando ficou em R$ 74,646 bilhões.

Apenas no mês de setembro, as desonerações totalizaram R$ 7,474 bilhões, também abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado (R$ 9,013 bilhões).

Secretário da Receita afirma que arrecadação reflete retomada

Segundo o secretário especial da Receita Federal, José Tostes Neto,  a recuperação da economia vem se refletindo na arrecadação em todos os meses, há mais de um ano, desde agosto de 2020.

“Desde aquele mês, os resultados da arrecadação têm surpreendido positivamente e superado as previsões de mercado seguidamente. Esse desempenho comprova novamente que a recuperação da economia tem apresentado uma performance sustentável e com importante componente estrutural”, afirma.

O secretário especial comemorou o resultado recorde da arrecadação, o sétimo mês neste ano em que o recolhimento de tributos foi o maior da série histórica.

“Apenas em janeiro e junho, o desempenho das receitas não foi recorde, sendo o segundo melhor da série de cada mês. Mantido esse nível de desempenho, a expectativa é muito positiva para o fechamento da arrecadação total nos 12 meses de 2021”, acrescentou.

Tostes apontou que o crescimento da arrecadação em setembro seria ainda de 10,3% em relação ao mesmo mês de 2020, mesmo desconsiderando os efeitos da pandemia no ano passado.

No acumulado do ano, o crescimento seria de 13,79% se forem descontados os impactos da pandemia.

O secretário especial da Receita destacou ainda o volume de R$ 147 bilhões em compensações tributárias de janeiro a setembro, dos quais R$70 bilhões são decorrentes de ações judiciais.

“A arrecadação foi reduzida neste período em decorrência dessas compensações por decisões judiciais, que cresceram 102% neste ano”, afirmou.

Por outro lado, houve uma arrecadação extraordinária de R$ 33,5 bilhões no Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas (IRPJ) e na Contribuição Social sobre o lucro Líquido (CSLL) no acumulado do ano, com alta real de 36% em relação ao mesmo período de 2020.

Com informações do Estadão Conteúdo

Eduardo Vargas

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