Follow-on da Arezzo (ARZZ3): ações vão subir muito em 2022, prevê o GS; saiba quanto

Follow-on da Arezzo (ARZZ3): ações vão subir muito em 2022, prevê o GS; saiba quanto
Loja da Arezzo. Foto: Reprodução site.

O Goldman Sachs reiterou a classificação de compra da Arezzo (ARZZ3), no preço alvo de R$ 113 em 12 meses. O banco publicou análise depois do anúncio de oferta subsequente de ações (follow-on), o primeiro em dez anos, de até 10,125 milhões de novas ações. O valor implica em até 10,2% do total de ações em circulação e a oferta pode ir até R$ 830 milhões. Nesta quinta (27). perto do fechamento da Bolsa, as ações da Arezzo eram negociadas a R$ 79,80, em queda de 2,38%.

De acordo com os analistas Irma Sgarz, Felipe Rached, Gustavo Fratini, apesar dos ativos da Arezzo não serem altamente alavancados, a operaçpão pode expandir os planos de crescimento orgânico da empresa. Além disso, há o potencial do crescimento inorgânico e o follow-on pode melhorar a liquidez geral da Arezzo no Volume Médio de Negociações Diárias em até US$ 13 milhões.

“Em nossas estimativas, a Arezzo encerrou 2021 com alavancagem líquida de 0,9x dívida/EBITDA Ajustado, que projetamos cair para 0,5x até o final de 2022 (ou 0,7x, ao incluir a aquisição de Carol Bassi). Com o acompanhamento, podemos estimar que a posição passaria para caixa líquido de 0,3x para a oferta base (0,7x incluindo problema quente)”, aponta o relatório.

A posição da Arezzo está acima da média histórica, mesmo com a alavancagem atual da empresa. O Goldman Sachs vê o momento como relativamente confortável, considerando a forte geração de fluxo de caixa da empresa, o que poderia permitir que a desalavancagem fosse rápida.

“Vemos o follow-on anunciado como um ponto positivo estratégico para Arezzo”, afirmam os analistas. O maior destaque para o banco é especialmente a possibilidade contínua de negócios adicionais de fusão e aquisição, o que é consistente com o que já havia sido declarado pela administração da Arezzo de expandir a marca.

Já em relação aos riscos, o Goldman Sachs pondera:

  • Curva de reabertura mais suave do que o esperado;
  • Potencial canibalização da marca;
  • Riscos de execução relacionados a aquisições e o caminho para margens Ebitda de dois dígitos para operações internacionais;
  • Aumento da competitividade ambiente, resultando em pressões de margem.

Por fim, o banco vê os ativos da empresa sendo negociados em 26,2x/19,9x P/E em 2022/23. Isso se compara em média a 22,6x/17,2x para pares locais de vestuário, “mas acreditamos que um prêmio é garantido, dado o histórico consistente da Arezzo em investir em um novo crescimento de iniciativas (com um ROIC 2022E de 18% vs. pares em 14%), juntamente com opções de alocação de capital que poderiam trazer crescimento inorgânico adicional”.

Objetivos da arrecadação da Arezzo

De acordo com o prospecto da oferta, os recursos líquidos captados com o follow on serão integralmente utilizados para investimentos em ativos de longo prazo, dentre eles:

  • desenvolvimento das marcas e abertura de lojas;
  • investimentos em supply, centro de distribuição e modelo de abastecimento;
  • investimentos em tecnologia, plataforma digital e omnicanalidade; e
  • fusões e aquisições (M&As).

Ainda, a Arezzo pretende aumentar sua capacidade de produçãoem categorias específicas, como bolsas femininas e aumentar o seu próprio sourcing de 10% para 25% até 2023.

A fixação do preço por ação está prevista para 3 de fevereiro e os novos papéis passam a ser negociados em 7 de fevereiro, com liquidação no dia seguinte.

A operação do follow-on da Arezzo será coordenada pelo Itaú BBA, BTG Pactual, Bank of America (BofA), XP e Santander.

Victória Anhesini

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