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Anvisa confirma primeiros casos da variante Ômicron no Brasil

Anvisa confirma primeiros casos da variante Ômicron no Brasil
Variante Ômicron. Foto: Pixabay

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) confirmou nesta terça-feira (30) os dois primeiros casos da variante ômicron no Brasil, após testagem preliminar feita no Hospital Albert Einstein.

O teste positivo para a nova cepa do coronavírus foi realizado em um casal vindo da África do Sul, país de origem do ômicron. O casal desembarcou em Guarulhos (SP) no último dia 23.

O dois — um homem de 41 anos e a mulher, de 37, que não tiveram os nomes revelados — estavam se preparando para voltar ao país de origem quando decidiram, no dia 25, realizar um teste RT-PCR exigido para o retorno. Ambos testaram positivo para Covid-19 no laboratório do aeroporto de Guarulhos. Diante dos resultados positivos, o laboratório Albert Einstein fez o sequenciamento genético das amostras, que apontaram a nova variante.

Os dois estão em isolamento e passam bem, de acordo com a Anvisa. Autoridades da agência disseram que a informação sobre a possível circulação da variante no país — outros três casos estão sendo investigados — não é motivo para pânico. O Brasil avançou na vacinação: cerca de 62% da população adulta do país tomou duas doses de vacinas ou uma de imunizante que precisa apenas de uma aplicação. A África do Sul tem 7% da população vacinada.

De acordo com os protocolos nacionais, o material coletado com os dois pacientes com diagnóstico da nova cepa deve ser enviado ao Instituto Adolfo Lutz (IAL) para fins de confirmação do sequenciamento genético.

“A Agência ressalta que a entrada do passageiro no Brasil ocorreu no dia 23/11, ou seja, antes da notificação mundial sobre a identificação da nova variante, que foi relatada pela primeira vez à Organização Mundial de Saúde (OMS) pela África do Sul no dia 24 de novembro”, disse a instituição em comunicado.

Conforme recomendação da Anvisa, o governo brasileiro determinou o fechamento de aeroportos para voos de origem ou passagem pela África do Sul, Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Namíbia e Zimbábue foram proibidos.

A Anvisa também notificou o Ministério da Saúde e as Secretarias de Saúde estadual e municipal de São Paulo, para a adoção imediata de protocolos de segurança de passageiros de voos internacionais, o que inclui testagens e isolamento ou quarentena. Passageiros que chegaram da África a São Paulo, nesta segunda (29). reclamaram em entrevistas à Rede Globo que não foram abordados por agentes de para receber orientações sanitárias ou cumprir os protocolos.

“Diante da identificação e testagem com resultado positivo para Covid-19, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), ligada ao Ministério da Saúde, deve monitorar casos de acordo com o sistema de vigilância vigente no Brasil, para avaliação das condições de saúde e direcionamento dos indivíduos aos serviços de atenção à saúde, bem como para adoção das medidas de prevenção e controle da covid-19”, destacou a Anvisa em nota.

A entrada do passageiro no país foi anterior à edição da portaria Interministerial que proibiu, em caráter temporário, voos com destino ao Brasil que tenham origem ou passagem pela África do Sul.

Vacinação é a resposta adequada à nova variante, diz ministro

Ontem, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a principal resposta contra a variante Ômicron é a vacinação. “Esse contrato assinado com a farmacêutica Pfizer é a prova cabal da programação do Ministério da Saúde para enfrentar não só essa variante Ômicron como as outras que já criaram tanto problema para nós”, completou.

Ele afirmou que o cuidado da vigilância em saúde no país permanece o mesmo adotado desde o começo da pandemia. “É uma variante de preocupação, mas não é uma variante de desespero porque temos um sistema de saúde capaz de nos dar as respostas no caso de uma variante dessa ter uma letalidade um pouco maior. Ninguém sabe ainda”.

Ômicron apresenta risco global “muito alto” e poderá se espalhar, diz OMS

A nova variante da Covid-19, Ômicron, poderá se espalhar rápido e representa um risco global “muito alto”, segundo a OMS. O alerta feito ontem indica preocupação com novos surtos de infecção que podem ter “consequências graves” para algumas áreas, diz matéria da CNBC.

“Dadas as mutações que podem conferir potencial de escape imunológico e possivelmente vantagem de transmissibilidade, a probabilidade de disseminação potencial do Ômicron em nível global é alta”, disse a OMS em comunicado para seus 194 estados membros.

Com isso, a Organização avalia que pode haver surtos futuros de coronavírus a depender dos fatores de risco de cada país, mas, de modo geral, “o risco global relacionado a nova variante Ômicron é avaliado como muito alto”, diz o comunicado.

(Com Agência Brasil)

Bruno Galvão

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