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Atuais vacinas devem ser ineficazes contra variante Ômicron, diz Moderna

Atuais vacinas devem ser ineficazes contra variante Ômicron, diz Moderna
Vacina Covid-19. Foto: Pixaba

O CEO do laboratório norte-americano Moderna, Sephane Bancel, disse que as atuais vacinas contra covid-19 provavelmente não serão eficazes contra a nova variante Ômicron. Bancel afirmou, ainda, que levará meses para desenvolver um novo imunizante eficaz contra esta cepa. A informação foi divulgada pelo jornal britânico Financial Times.

Segundo o CEO da Moderna, o alto número de mutações no pico da proteína que o vírus usa para infectar células humanas significa que a safra atual de vacinas precise ser modificadas. Os dados sobre a eficácia das vacinas contra a variante Ômicron estarão disponíveis nas próximas duas semanas, mas os cientistas não estão otimistas.

“Não há no mundo, eu acho, onde (a eficácia) é o mesmo nível que nós tivemos com a Delta. Acredito que vai ser uma queda material. Só não sei quanto, porque precisamos esperar pelos dados. Mas todos os cientistas com quem conversei estão tipo ‘isso não vai ser bom'”, disse Bancel ao jornal.

Bancel explicou que os cientistas estão preocupados porque 32 das 50 mutações detectadas na variante Ômicron se encontram na proteína ‘spike’ (ou espícula), uma parte do vírus que as vacinas usam para reforçar o sistema imunológico contra o coronavírus.

O CEO já havia comunicado que poderia levar meses para começar a enviar uma vacina que funcionasse contra a Ômicron. Tanto a Moderna quanto a Pfizer, as fabricantes das duas vacinas mais eficazes, estão se preparando para reformular seus produtos, caso seja necessário.

Bancel afirmou que a Moderna espera entregar entre dois e três bilhões de doses deste imunizante em 2022, mas advertiu que concentrar toda a produção nas vacinas contra a variante Ômicron seria perigoso, porque outras cepas continuam em circulação.

Ômicron apresenta risco global “muito alto” e poderá se espalhar, diz OMS

A nova variante da Covid-19, Ômicron, poderá se espalhar rápido e representa um risco global “muito alto”, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O alerta feito ontem indica preocupação com novos surtos de infecção que podem ter “consequências graves” para alguns áreas, diz matéria da CNBC.

“Dadas as mutações que podem conferir potencial de escape imunológico e possivelmente vantagem de transmissibilidade, a probabilidade de disseminação potencial do Ômicron em nível global é alta”, disse a OMS em comunicado para seus 194 estados membros.

Com isso, a Organização avalia que pode haver surtos futuros de coronavírus a depender dos fatores de risco de cada país, mas, de modo geral, “o risco global relacionado a nova variante Ômicron é avaliado como muito alto”, diz o comunicado.

Com isso, a Organização avalia que pode haver surtos futuros de coronavírus a depender dos fatores de risco de cada país, mas, de modo geral, “o risco global relacionado a nova cepa é avaliado como muito alto”, diz o comunicado.

Entretanto, pouco se sabe sobre a nova variante, além do fato de apresentar um alto número de mutações. Não se sabe, por exemplo, o quão transmissível é essa nova variante Ômicron.

Poliana Santos

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