Rival da Ambev (ABEV3), Heineken amplia presença em aeroportos; entenda plano da companhia

A Heineken, uma das principais concorrentes da Ambev (ABEV3) no Brasil, está ampliando seu projeto de bar-conceito em aeroportos no País. Segundo o portal Pipeline, a companhia vai abrir cinco unidades do Living HNK em 2024.

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O projeto de bares-conceito da Heineken em aeroportos no Brasil começou em 2015, e hoje conta com 19 unidades. Neste ano, Porto Alegre, Foz do Iguaçu, Fortaleza, Recife e Goiânia ainda devem ser incluídas no portfólio. Além disso, a cervejaria holandesa inaugurou recentemente um novo ponto no aeroporto de Guarulhos com 3 mil metros quadrados, área que costuma ser destinada a uma praça de alimentação completa.

Os bares da Heineken são uma sociedade da empresa com o grupo operador FIT, sendo que ambos entram com investimento nas unidades. Somente em Guarulhos, por exemplo, as companhias investiram juntas R$ 42 milhões, e em todo o restante da rede, a cifra soma R$ 77 milhões.

Ainda de acordo com o Pipeline, a Heineken também considera levar esse modelo de unidades conceito para fora dos aeroportos e pensa em explorar lojas com outras marcas de seu portfólio, tais como Amstel, Eisenbahn, Baden Baden e Blue Moon.

Ambev (ABEV3): Safra reforça visão pessimista com incertezas se materializando

Os sinais vermelhos do Safra para a Ambev (ABEV3) se materializaram de dezembro para cá. A reforma tributária e a a crise econômica na Argentina são os principais pontos da lista de incertezas que derrubaram a ação em cerca de 17% nos últimos cinco meses, segundo a casa.

A recomendação do Banco Safra permanece em “venda” (underperform) para ações ABEV3, tendo em vista que a pressão sobre os lucros da companhia ainda deve pesar sobre o preço do ativo.

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Expectativas para o balanço da ABEV3 no 1T24

Com a aproximação dos resultados do primeira trimestre deste ano (1T24), os analistas do Safra preveem que a empresa de bebidas deve entregar números fracos, com a receita líquida da Ambev pressionada por volumes estáveis e um efeito de mix negativo no preço por hectolitro de cerveja

“O custo por hectolitro (COGS/hl) mais baixo, especialmente nas vendas de cerveja no Brasil, deve impulsionar uma sólida melhoria na margem, embora acreditemos que isso já seja amplamente esperado, levando a um leve crescimento do EBITDA consolidado (3%),” aponta o Safra.

Por outro lado, os analistas acreditam que a redução nos benefícios fiscais de juros sobre capital próprio (JCP) deve levar a uma queda de 2% no lucro por ação, na comparação anual, ante o 1T23.

Principais pontos negativos para a Ambev, segundo Safra

Entre os principais detratores no preços dos papéis da Ambev, o Safra pontua as mudanças provocadas pela reforma tributária e as indústrias do Canadá e Argentina.

Do lado do Brasil, um ponto positivo é que o período de verão mais quente, somado ao Carnaval, deve impulsionar as vendas, principalmente no consumo de cerveja.

Por outro lado, “a mudança na legislação de JCP deve levar a uma redução significativa (estimamos 50%) nos pagamentos de JCP e, consequentemente, no escudo fiscal que ele proporciona”, afirmam os analistas da casa.

Além disso, a nova reforma tributária potencialmente impactará os subsídios fiscais estaduais. Nesse aspecto, os analistas apontam que as empresas estão optando por levar a questão aos tribunais e “assumimos que a Ambev fará o mesmo”.

Sobre o cenário internacional, a análise da casa diz que “a Argentina deve sofrer com fortes ventos contrários macroeconômicos, enquanto a indústria de cerveja no Canadá continua a encolher.”

Nesse contexto, o consenso do mercado reduziu as estimativas de lucro por ação da Ambev em 8% e 5% para 2024 e 2025, contando a partir de dezembro de 2023.

Por outro lado, o banco pontua que a Ambev tem feito esforços para a recuperação, como a monetização de outros créditos tributários e mudanças na estrutura de capital. A atitude pode “ajudar a mitigar esses contrapontos, mas não compensá-los completamente”, decretam os analistas sobre Ambev.

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Guilherme Serrano Silva

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