Alibaba (BABA34) supera expectativas no 2T22 e ação salta 5%.

Veja o Morning Call desta quinta-feira (04/08)

O Alibaba (BABA34) informou nesta quinta-feira (4) que seu lucro líquido caiu pela metade no primeiro trimestre fiscal, enquanto a receita ficou praticamente estável.

Com esse cenário, as ações do Alibaba subiram 5,15% em Hong Kong antes da divulgação do balanço, ocasionando alta de 0,72% no BDR da companhia.

Além disso, a ADR do Alibaba em Nova York sobe cerca de 1,32% após, no premarket, o papel contar com alta de 4,4%.

A gigante chinesa do comércio eletrônico divulgou que o lucro líquido no trimestre encerrado em junho caiu para 22,74 bilhões de yuans (US$ 3,36 bilhões), de 45,14 bilhões de yuans no mesmo período do ano passado, em meio a uma queda na receita operacional, entre outros fatores.

O lucro por ação, no entanto, ficou em US$ 0,22 entre abril e junho, superando levemente a projeção de analistas, de US$ 0,20.

Já a receita trimestral somou 205,55 bilhões de yuans (US$ 30,7 bilhões), bem semelhante aos 205,74 bilhões de yuans de um ano antes, mas também ficou acima do consenso do mercado, de US$ 30,3 bilhões.

Além disso, repercutiu bem o crescimento dos negócios de nuvem do Alibaba. “Após abril e maio relativamente lentos, vimos sinais de recuperação em nossos negócios em junho”, disse Daniel Zhang, presidente e CEO da empresa.

Já o diretor financeiro do Alibabam, Toby Xu, destacou o desempenho estável da receita, apesar dos desafios impostos pelo ressurgimento de surtos de covid-19. Toby Xu acrescentou que a empresa reduziu perdas nos principais negócios estratégicos.

Alibaba quer sair dos EUA

Recentemente a companhia revelou que tem planos de buscar uma listagem primária de suas ações em Hong Kong, num momento em que empresas chinesas sofrem crescente pressão regulatória tanto na Ásia quanto nos EUA.

A informação foi divulgada pelo próprio Alibaba.

O anúncio vem num momento em que China e EUA divergem sobre auditorias de empresas chinesas listadas em território americano.

Mais de 250 companhias chinesas, incluindo o próprio Alibaba, enfrentam a possibilidade de fechar capital nos EUA se os dois países não chegarem a um acordo para que reguladores americanos inspecionem documentos de auditoria de firmas chinesas.

A nova listagem primária em Hong Kong, que o Alibaba espera concluir até o fim deste ano, também abrirá o caminho para que ações da empresa fiquem mais acessíveis a investidores da China continental.

O Alibaba estreou na Bolsa de Nova York (NYSE) em 2014, após o que foi até então a maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações já realizada, e manterá a listagem.

Em 2019, a empresa obteve uma listagem secundária em Hong Kong. As ações do Alibaba nos EUA são bem mais líquidas.

No primeiro semestre do ano, o volume diário médio de negócios com papéis do Alibaba em Nova York foi de cerca de US$ 3,2 bilhões, ante US$ 700 milhões em Hong Kong.

Com informações do Estadão Conteúdo

Eduardo Vargas

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