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AES Brasil (AESB3): Lucro líquido sobe 23,4% no 1T21, para R$ 93 milhões

AES Brasil (AESB3): Lucro líquido sobe 23,4% no 1T21, para R$ 93 milhões
AES Brasil. Foto: Reprodução Facebook

A AES Brasil (AESB3) divulgou na noite dessa quarta-feira (11) seus resultados no primeiro trimestre desse ano. A companhia anotou um lucro líquido de R$ 93 milhões no período, o que equivale a um avanço de 23,4% na comparação ano a ano.

De acordo com o documento divulgado, o lucro líquido da AES Brasil nos três primeiros meses do ano é explicado por:

  • “incremento de R$ 36,2milhões EBITDA da Companhia, principalmente em função do aumento da margem hídrica, resultado do complemento do ressarcimento do GSF no montante deR$ 35,9 milhões, e da boa performance dos ativos eólicos no valor de R$ 23,2 milhões
  • menor despesa financeira líquida no valor de R$ 14,6 milhões em função da liquidação antecipada do GSF, com o objetivo de mitigar o impacto da atualização do passivo pelo IGP-M, e reversão de provisão no repasse de energia de Itaipu ocorrida em 2020 e que não se repetiu em 2021;parcialmente compensado pela
  • maior depreciação e amortização no valor de R$ 32,3 milhões, principalmente referente a amortização do montante reconhecido da repactuação do risco hidrológico no 4T20″

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A companhia também registrou um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 349 milhões nos três primeiros meses desse ano. O montante é 11,6% maior do que o reportado no primeiro trimestre do ano passado.

Por sua vez, as receitas financeiras somaram R$ 8,3 milhões entre janeiro e março desse ano, sendo 43% menor que a receita financeira apurada no mesmo período em 2020, “principalmente em função da menor renda de aplicações financeiras R$ 9,9 milhões devido ao menor saldo médio aplicado”, explica a AES Brasil.

Geração de energia

Além disso, o volume total de energia bruta gerada pelas usinas hidráulicas da companhia atingiu 2.333,8 GWh nos três primeiros meses do ano, sendo 22,1% inferior ao montante reportado no mesmo período de 2020 (3.003,4 GWh).

De acordo com o documento, o resultado é reflexo da menor afluência nas bacias do Rio Grande e Rio Tietê e do menor nível dos reservatórios iniciais no primeiro trimestre do ano.

As usinas localizadas nas Bacias do Rio Tietê registraram uma queda na geração de 22,4% e as usinas localizadas na Bacia do Rio Grande apresentaram redução de 21,9%.

Por sua vez, a geração eólica bruta foi de 398,8 GWh no trimestre, aumento de 78,9% na comparação ano a ano, “reflexo da aquisição do Complexo Eólico Ventus em dezembro de 2020 e do maior volume de energia gerada pelo Complexo Eólico Alto Sertão II em decorrência da maior velocidade dos ventos no período”, explica.

Além disso, os complexos solares registraram geração bruta de 134 GWh nos três primeiros meses do ano, o que equivale a uma alta de 6,6% na comparação anualizada.

Cotação da AES Brasil

A ação da AES Brasil (AESB3) encerrou o pregão de hoje em alta de 1,39%, valendo R$ 14,61, enquanto o mercado aguardava a divulgação dos resultados.

Laura Moutinho

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