Azul (AZUL4) dispara quase 100%; confira 5 ações que decolaram no 1º semestre de 2023

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa de Valores brasileira, encerrou o primeiro semestre de 2023 com uma alta de 7,61%, aos 118.087 pontos. A máxima do semestre tinha sido de 120.518 pontos, observada em junho. Já a mínima do período foi registrada em março, aos 96.997 pontos.

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Apesar de ter encerrado o primeiro mês do ano em alta, o Ibovespa seguiu fevereiro e março no campo negativo e, depois, alcançou 3 meses seguidos de forte valorização. Os desempenhos do índice nos 6 primeiros meses foram:

  • Janeiro: +3,37%
  • Fevereiro: -7,49%
  • Março: -2,91%
  • Abril: +2,50%
  • Maio: +3,74%
  • Junho: +9,00%

O forte ganho do Ibovespa no 2º trimestre de 2023 foi impulsionado pelo recuo da inflação e pela maior perspectiva de que um corte na Selic estaria finalmente próximo de acontecer em agosto. Na última reunião, o Copom manteve a taxa básica de juros em 13,75% ao ano.

A ata do Copom mostrou uma divergência no colegiado em relação ao grau de sinalização dos próximos passos do Banco Central, embora tenha destacado que a opinião predominante era de que já havia uma confiança para sinalizar “um processo parcimonioso de inflexão na próxima reunião”.

As últimas 10 semanas do semestre na Bolsa de Valores tiveram 9 altas semanais seguidas do Ibovespa e a última de queda.

Segundo a Economatica, as 5 ações do Ibovespa com maiores altas do 1º semestre de 2023 foram:

Confira a seguir o que movimentou as ações do Ibovespa com maiores altas na primeira metade do ano.

Azul (AZUL4)

As ações da Azul quase “dobraram” de preço durante o primeiro semestre de 2023. Com ganhos de 98,55%, os papéis encerraram o período cotados a R$ 21,86.

Cotação AZUL4

Gráfico gerado em: 03/07/2023
6 Meses

A Azul vem mostrando recuperação desde o final do ano passado, o que pode ser observado em seus números operacionais. Além disso, a negociação de sua dívida bilionária, somada a um melhor cenário de custos, trouxe perspectivas mais positivas para a empresa aérea.

Em 2023, o querosene de avião registrou uma baixa de 35%, enquanto o dólar teve uma relevante desvalorização diante do real.

Com a negociação da dívida da Azul, houve uma baixa na saída de caixa programada de R$ 5,4 bilhões para os anos seguintes. Com isso, a expectativa é de que a geração de caixa da empresa possa ficar no campo positivo a partir de 2024.

Ações da Yduqs (YDUQ3)

As ações da Yduqs dispararam 94,89%, após registrar uma melhora em seus resultados trimestrais, principalmente no primeiro trimestre de 2023 (1T23), assim como um aumento nas recomendações de analistas.

Além disso, com as perspectivas de cortes da Selic em 2023, a Yduqs segue a tendência das companhias do setor de educação, que vêm apresentando boas performances na Bolsa de Valores.

Também aumentam as perspectivas de crescimento do programa de financiamento estudantil do governo federal (FIES), o que fomentou ainda mais o cenário positivo para as ações do setor de educação.

Gol (GOLL4)

As ações da Gol dispararam 79,43% no 1º semestre de 2023. Os motivos dessa alta teriam sido semelhantes aos da Azul, já que a GOLL4 também avança na negociação de sua dívida bilionária.

Após o reperfilamento da dívida da Gol, conforme acordado com sua controladora (ABRA), o Itaú BBA considera que os problemas de liquidez da companhia podem ser bastante reduzidos, o que fez com que os analistas do mercado financeiro tivessem perspectivas mais positivas para Gol e Azul.

O Itaú BBA recomenda a compra das ações da Azul, enquanto o viés de recomendação para a Gol é neutra, apesar do preço-alvo colocado para esta segunda seja de R$ 9, com potencial de alta de 16%.

IRB Brasil (IRBR3)

As ações do IRB Brasil também tiveram uma grande valorização ao longo do semestre, com +68,8%, apesar da alta volatilidade observada durante esse período.

O IRB Brasil voltou a compor o Ibovespa em 2023, depois de fazer um grupamento de suas ações.

Outro fator positivo foi o acordo firmado com a United States Justice Department (DOJ), determinando o pagamento de US$ 5 milhões e nenhuma sanção pecuniária ao IRB, enquanto os investidores cogitavam um valor muito maior a ser arcado pela companhia.

Ações da Cyrela (CYRE3)

As ações da Cyrela, por sua vez, tiveram ganhos de 59,37% no primeiro semestre do ano. Assim como outros setores mais sensíveis aos juros, o de construção é um dos grandes beneficiados pela redução da Selic, cuja expectativa de corte está cada vez mais próxima.

De forma adicional, o Goldman Sachs apontou a Cyrela como sua “queridinha” entre as ações do setor de construção. Assim, os papéis da companhia seguiram seu movimento de alta.

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João Vitor Jacintho

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