Guerra no Irã custou US$ 38 bilhões aos EUA nos primeiros 5 meses; entenda
A guerra no Irã, que já dura mais de seis meses, custou até agora US$ 38 bilhões aos cofres públicos dos Estados Unidos, e esse valor deve aumentar em US$ 3 bilhões por mês, informou o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, em inglês) nesta terça-feira, 15. A agência totalizou as despesas até 1º de agosto.
O valor, de acordo com o CBO, reflete os custos de reposição de munições gastas e equipamentos perdidos em batalha, aumento das horas de voo e aumento dos custos de combustível.
Também reflete que a fase inicial e intensa do conflito durou pouco mais de um mês e que relativamente poucas forças dos EUA estiveram envolvidas em comparação com as operações muito maiores e mais longas no Iraque e no Afeganistão, acrescenta.
O Escritório também estima que a guerra deve aumentar a inflação em 0,5% nos primeiros três meses de 2027.
A agência estima que as taxas mais altas de inflação atribuíveis ao conflito aumentarão as taxas de juros sobre os títulos do Tesouro. Na avaliação do CBO, os rendimentos dos Treasuries de três meses estão quase 0,2 pontos percentuais mais altos em 2026 do que o estimado em fevereiro passado.
Guerra no Irã volta a pressionar cotação do petróleo
O conflito entre Estados Unidos e Irã também tem pressionado a cotação dos contratos futuros de petróleo ao longo dos últimos meses. Na semana passada, o petróleo Brent ultrapassou a casa dos US$ 100 pela primeira vez desde julho.
Ontem, a cotação da commodity voltou a subir, apesar do recuo desta quarta-feira. O petróleo voltou a sofrer pressão depois de uma nova onda de ataques contra instalações energéticas e embarcações ligadas à Arábia Saudita, episódio que reacendeu preocupações sobre a oferta global do produto.
O oleoduto Leste-Oeste saudita teve suas operações paralisadas nos últimos dias em decorrência de um ataque com drones. Essa infraestrutura tem papel estratégico por permitir o escoamento de parte das exportações de petróleo sem passar pelo Estreito de Ormuz. Com a paralisação, cerca de 4% da oferta mundial pode ficar comprometida.
Com Estadão Conteúdo