Bolsas americanas renovam máximas: veja como aproveitar o cenário
O S&P 500 voltou a renovar sua máxima histórica em agosto, e o movimento reacendeu uma discussão entre investidores: depois da forte valorização das bolsas americanas, ainda há para aproveitar as oportunidades ou o mercado já está caro demais?
O debate passa pelo valuation e, principalmente, pela capacidade das empresas de continuar entregando crescimento de lucros. A seguir, entenda mais sobre esse debate e saiba como garantir exposição ao mercado americano.
S&P 500 está caro?
O S&P 500 não está barato pelos padrões históricos. Segundo dados da FactSet de 7 de agosto, o índice negociava a cerca de 20 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses. O múltiplo estava próximo da média de cinco anos, de 19,9 vezes, mas acima da média de dez anos, de 19 vezes.
Isso alimenta o argumento de que parte do bom desempenho das ações já estaria incorporada nos preços. Mas olhar apenas para o múltiplo pode deixar de fora uma parte importante da equação: os lucros das empresas também estão crescendo.
Lucros sustentam o otimismo
Em relatório, a XP destaca que a temporada de resultados apontava para crescimento dos lucros superior a 25% na comparação anual. Para os analistas, as revisões para cima das projeções de lucro por ação têm avançado de forma relevante, ajudando a sustentar o mercado mesmo com a expansão dos múltiplos.
Os números da FactSet reforçam esse cenário. Com 88% das empresas do S&P 500 tendo divulgado os resultados do segundo trimestre, o crescimento agregado dos lucros chegava a 50,4% em relação ao mesmo período de 2025.
Para os próximos trimestres, a estimativa era de crescimento de 27,4% no terceiro trimestre e de 25,2% no quarto. Para 2026, a projeção apontava para expansão de aproximadamente 30% dos lucros.
Assim, a máxima histórica não significa necessariamente que o mercado esteja em uma bolha. O S&P 500 negocia a múltiplos elevados, mas as expectativas para os resultados das empresas também são fortes.
Como investir no S&P 500 pela B3?
Uma das alternativas para o investidor brasileiro garantir exposição às bolsas americanas é o GPUS11, ETF da Investo em parceria com o Grupo Primo que acompanha o S&P 500 por meio do Vanguard S&P 500 UCITS ETF (VUAA).
O VUAA é negociado em Londres e domiciliado na Irlanda, e uma das principais diferenças está na tributação dos dividendos recebidos das empresas americanas: o VUAA está sujeito a uma retenção de 15% sobre os dividendos pagos pelas companhias dos Estados Unidos. Em ETFs domiciliados diretamente nos EUA, a retenção para esse tipo de veículo é de 30%..
Além disso, o VUAA tem estrutura de acumulação: os dividendos não são distribuídos periodicamente ao cotista, mas reinvestidos na própria carteira. A taxa de administração do ETF internacional é de 0,07% ao ano.
O que pode acontecer daqui para frente?
O cenário para as bolsas americanas depende, em grande medida, da relação entre preços e resultados. Se os lucros continuarem crescendo em ritmo elevado, o mercado pode sustentar valuations acima de sua média histórica. Por outro lado, uma desaceleração dos resultados ou das expectativas pode aumentar a pressão sobre as ações.
Por isso, a máxima do S&P 500 não encerra a discussão sobre novas altas. Ela apenas torna mais importante acompanhar se o crescimento dos lucros continuará justificando os preços atuais.
Para quem busca exposição ao índice, o GPUS11 oferece uma alternativa pela B3, com acesso ao S&P 500 por meio de uma estrutura internacional domiciliada na Irlanda e com reinvestimento dos dividendos.