Embraer (EMBJ3) lucra R$ 1,11 bi no 2T, bate recorde de receita e revisa guidance para cima

A Embraer (EMBJ3) divulgou nesta segunda-feira (10) resultado do segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 1,11 bilhão, alta de 25,1% frente ao mesmo período de 2025, receita líquida recorde e revisão para cima de todas as linhas do guidance anual. As ações da companhia disparavam 7,36%, a R$ 99,42, por volta das 11h na B3.

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O lucro atribuível aos acionistas, sem ajustes, atingiu R$ 1,08 bilhão, mais que o dobro dos R$ 448,9 milhões registrados no 2T25. O resultado ajustado apresentado pela Embraer excluiu impacto negativo de R$ 29,4 milhões referente à Eve, subsidiária voltada ao desenvolvimento de veículos aéreos elétricos.

A receita líquida somou R$ 11,34 bilhões, recorde histórico para o segundo trimestre e crescimento de 10,4% na comparação anual. Em dólares, o valor chegou a US$ 2,235 bilhões, alta de 23% sobre o 2T25.

EBITDA da Embraer (EMBJ3) avança 30% e margem se expande

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado totalizou R$ 1,99 bilhão no 2T26, crescimento de 30,1% sobre os R$ 1,53 bilhão apurados um ano antes. A margem EBITDA ajustada atingiu 17,5%, expansão de 270 pontos-base frente ao 2T25. Em dólares, o EBITDA ajustado foi de US$ 392 milhões, alta de 45%.

O EBIT ajustado atingiu R$ 1,5 bilhão, com margem de 13,4%. A Embraer informou que tarifas de importação americanas custaram US$ 8 milhões no trimestre, enquanto um crédito tributário extraordinário de US$ 68 milhões compensou parte do impacto. Excluindo esses dois efeitos, a margem EBIT ajustada teria ficado em 10,6%.

A companhia entregou 66 aeronaves no período: 36 comerciais (ante 32 no 2T25) e 30 executivas (ante 27), sendo 22 leves e 8 grandes. No acumulado do primeiro semestre, foram 111 entregas, ante 96 no mesmo intervalo de 2025.

A carteira de pedidos firmes (backlog) alcançou US$ 27,3 bilhões ao fim do 2T26, recorde histórico e salto de 23,5% frente ao 2T25, quando o indicador era de US$ 22,1 bilhões. O CEO Francisco Gomes Neto destacou que os resultados refletem a execução consistente da estratégia da companhia e a força da demanda global por suas aeronaves.

O fluxo de caixa livre ajustado, excluindo a Eve, somou R$ 2,0 bilhões no trimestre. Em dólares, o free cash flow foi de US$ 329 milhões, revertendo o consumo de US$ 91 milhões registrado no 2T25. A dívida líquida recuou de US$ 1,52 bilhão para US$ 843 milhões, e a relação dívida líquida/EBITDA ajustado caiu de 1,8x para 0,9x.

Guidance revisado para cima em todas as linhas

A Embraer elevou as projeções para 2026 em todos os indicadores. A expectativa de receita líquida passou de uma faixa de US$ 8,5 bilhões a US$ 9,0 bilhões para US$ 9,0 bilhões a US$ 9,5 bilhões. A projeção de fluxo de caixa livre foi praticamente dobrada: o intervalo anterior de US$ 500 milhões a US$ 700 milhões deu lugar a uma faixa de US$ 900 milhões a US$ 1,1 bilhão.

As entregas comerciais projetadas subiram de 130 a 145 aeronaves para 145 a 155 unidades, enquanto as executivas passaram de 125 a 135 para 130 a 140 aeronaves. A margem EBITDA ajustada esperada avançou de uma faixa de 14,5% a 15,5% para 15,5% a 16,5%.

Os ADRs da Embraer negociados na Bolsa de Nova York (NYSE) sob o ticker ERJ também avançavam no pré-mercado americano, acompanhando o movimento dos papéis EMBJ3 na B3.

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Giovanna Oliveira

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