Renda fixa na B3 (B3SA3) cresce 13% e chega a R$ 6,3 trilhões
A renda fixa segue fazendo barulho na carteira do investidor brasileiro. No primeiro semestre de 2026, o estoque de produtos de captação bancária registrados na B3 (B3SA3) cresceu 13% e chegou a R$ 6,3 trilhões, segundo levantamento divulgado pela bolsa nesta segunda-feira (27).
No mesmo período de 2025, o volume era de R$ 5,6 trilhões. A conta considera títulos emitidos por instituições financeiras, como CDBs, RDBs, LCIs, LCAs, Letras Financeiras e Depósitos Interfinanceiros.
Na prática, esses produtos são usados pelos bancos e demais instituições financeiras para captar recursos no mercado. Para o investidor, eles aparecem como alternativas de renda fixa, com diferentes prazos, riscos, regras de remuneração e tributação.
CDBs seguem na liderança
Entre os instrumentos analisados, os CDBs continuam sendo os mais representativos. O estoque desses títulos chegou a R$ 2,7 trilhões em junho de 2026, alta de 8% em relação aos R$ 2,5 trilhões registrados em junho do ano passado.
Os RDBs tiveram uma das maiores altas do período. O estoque passou de R$ 393 bilhões em junho de 2025 para R$ 489 bilhões em junho de 2026, avanço de 24%.
| Produto | Estoque em junho de 2026 | Variação anual |
|---|---|---|
| CDBs | R$ 2,7 trilhões | +8% |
| RDBs | R$ 489 bilhões | +24% |
| LCIs | R$ 544 bilhões | +20% |
| LCAs | R$ 563 bilhões | -4% |
| Letras Financeiras | R$ 1 trilhão | +19% |
| Depósitos Interfinanceiros | R$ 899 bilhões | +26% |
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Juros altos ajudam renda fixa
Segundo Bernardo Mello, superintendente de Produtos de Captação e Crédito da B3, o avanço desses produtos mostra que a renda fixa segue ganhando espaço no portfólio dos investidores.
“O crescimento dos produtos de captação bancária reflete a tendência de que a renda fixa continua ganhando espaço no portfólio dos investidores. O atual patamar das taxas de juros, aliado à percepção de menor risco desses instrumentos, torna os títulos mais atrativos para o mercado”, afirma.
As LCIs também avançaram no período, com estoque de R$ 544 bilhões ao final do semestre, alta de 20% ante os R$ 454 bilhões registrados em junho de 2025.
Já as LCAs tiveram movimento oposto. O estoque encerrou junho em R$ 563 bilhões, queda de 4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Segundo a B3 (B3SA3), o desempenho reflete uma acomodação após anos de expansão, além de mudanças regulatórias e do crescimento de outras alternativas de financiamento para o agronegócio, como CPRs e CRAs.
As Letras Financeiras, voltadas à captação de recursos de longo prazo e mais usadas por investidores institucionais, chegaram a R$ 1 trilhão em estoque, crescimento de 19% em um ano. Já os Depósitos Interfinanceiros somaram R$ 899 bilhões, alta de 26% sobre os R$ 710 bilhões registrados em junho de 2025.
Com juros ainda elevados e maior busca por previsibilidade, os dados reforçam a força da renda fixa dentro da B3 (B3SA3). No primeiro semestre de 2026, a captação bancária continuou crescendo e consolidou produtos como CDBs, LCIs, RDBs e Letras Financeiras no radar dos investidores.