Apple (AAPL34) toma coroa da Nvidia (NVDC34) e volta ao topo; entenda
A Apple (AAPL34) voltou a morder o topo de Wall Street. A dona do iPhone ultrapassou a Nvidia (NVDC34) nesta sexta-feira (17) e retomou o posto de empresa mais valiosa do mundo, em meio a uma rotação dos investidores dentro do setor de tecnologia.
Segundo a Reuters, a Apple (AAPL34) era avaliada em US$ 4,88 trilhões, enquanto a Nvidia (NVDC34) aparecia em torno de US$ 4,86 trilhões, após queda de 3,5% nas ações. O Wall Street Journal também apontou que a fabricante do iPhone chegou a atingir US$ 4,91 trilhões em valor de mercado durante a sessão, contra US$ 4,83 trilhões da Nvidia.
O movimento recoloca a Apple (AAPL34) no topo pela primeira vez desde abril de 2025, depois de quase um ano de liderança da Nvidia (NVDC34), que havia se consolidado como principal símbolo da corrida global por inteligência artificial.
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Apple (AAPL34) volta ao topo em meio à rotação da IA
A mudança no ranking mostra que os investidores passaram a olhar além das empresas mais óbvias do boom da inteligência artificial, como a Nvidia (NVDC34). A fabricante de chips continua sendo uma das grandes beneficiadas pelos investimentos em IA, mas passou a enfrentar maior volatilidade diante das dúvidas sobre o ritmo futuro de gastos em infraestrutura.
Já a Apple (AAPL34), que chegou a ser vista como atrasada na corrida da IA, passou a ganhar força com a expectativa de monetizar a tecnologia dentro de seu ecossistema de produtos e serviços.
“Apple era vista como retardatária na corrida da IA porque não estava gastando para desenvolver modelos, mas agora o sentimento mudou”, disse Toni Meadows, chefe de investimentos da BRI Wealth Management, à Reuters.
Segundo a executiva, a Apple (AAPL34) está menos exposta à intensidade de investimentos em capital e melhor posicionada para monetizar IA por meio de serviços, fidelização do ecossistema e atualizações de hardware.
Siri e iPhone entram no centro da tese
Parte dessa mudança de percepção vem da aposta da Apple (AAPL34) em inteligência artificial embarcada em seus próprios dispositivos. No mês passado, a companhia lançou uma reformulação da Siri, sua assistente virtual, em uma tentativa de reduzir a distância para rivais de tecnologia e startups de IA.
A lógica do mercado é que a base de usuários do iPhone pode se transformar em uma vantagem competitiva. Quanto mais útil e personalizada for a experiência de IA dentro dos aparelhos, maior pode ser o potencial de retenção de clientes e geração de receita em serviços.
Ao mesmo tempo, a Reuters pondera que a Nvidia (NVDC34) ainda segue como participante central da inteligência artificial, já que seus processadores gráficos continuam alimentando boa parte da expansão da IA generativa.
No caso da Apple (AAPL34), a retomada do posto de empresa mais valiosa do mundo não elimina a disputa com a Nvidia (NVDC34), mas mostra uma mudança importante no humor do mercado: a corrida da IA não está mais concentrada apenas nos chips.